Viradão Dia da Mulher Sambista, começa hoje e vai até a próxima quarta feira, para reafirmar a arte e a luta das mulheres no samba!
Um grande movimento tem tomado cada vez mais espaço (mais que justo é claro) dentro do Samba: O Movimento das Mulheres Sambistas, que busca promover o protagonismo feminino no samba em diversos aspectos culturais e políticos. Celebrando o Dia da Mulher Sambista que teve sua primeira comemoração dia 13 de Abril de 2019 na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro e reuniu mais de 5 mil pessoas e mais de 100 artistas.
Em 2020 o evento não vai deixar a peteca cair por conta da pandemia e se prepara para essa “revolução” que não será televisionada e sim cibernética, via instagram em um final de semana repleto de apresentações de mais de 50 artistas e 30 horas de música iniciando às 15h e terminando às 1h da madruga! Assim será o Viradão das Mulheres Sambistas!
É importante ressaltar a resistência e afirmação de identidade dentro de um gênero musical em que a mulher não teve a justa oportunidade de ser protagonista. Por isto a luta tem sido feita com muito talento, garra e acima de tudo a busca por independência das mulheres na roda de samba.
Segundo a organização, O Dia da Mulher Sambista é comemorado em 13 de abril para homenagear o nascimento de Dona Ivone Lara, a primeira mulher a estar numa ala de compositores e quebrar o estigma da composição de samba ser do universo masculino. A Lei 6454/2019, que fixa a data no calendário oficial da Cidade Maravilhosa, nasceu a partir de uma mobilização no Facebook. Realizar um evento épico totalmente online será tarefa fácil para elas.
Embora a situação seja de isolamento social e sem uma perspectiva de melhoria, está acontecendo uma excelente ebulição artística desafiando o mundo sem sair de casa. A revolução musical feminina está marcando esta época e de forma genuína. Uma verdadeira enciclopédia musical sendo posta no mapa dando a vez e a voz de artistas já consagradas e artistas que estão na luta por mais espaço dentro do samba.
Finalizo aqui com um trecho de uma canção Pra matar preconceito, que se tornou obrigatória e necessária em qualquer roda de samba feminina:
“…Sou Zezé, sou Leci, Mercedes Batista, Ednanci
Aída, Ciata, Quelé, Mãe Beata e Aracy
Pele preta nessa terra é bandeira de guerra porque vi
Conceição, Dandara
Pra matar preconceito eu renasci.“
As apresentações começam hoje no perfil da Ale Maria e se encerra na terça com a grande Teresa Cristina
Para conferir a programação e assistir: CLICA AQUI
Para contribuir com esta ação e fortalecer o trabalho dessas guerreiras na rede de apoio em tempo de coronavírus: CLICA AQUI
-Viradão das Mulheres Sambistas – Não percam essas lives
Por Raphael Garcez
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