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| Créditos: Talita Hoffmann |
Track List:
”Lucros”
”Figurantes do Showbizz”
”O Tambor”
”Bom Fim”
”Aquela Casa”
”Sheik”
”Sorte”
”Chuva”
Com um dos melhores discos nacionais debaixo do braço, Pedro também é responsável por um dos projetos mais interessantes que a cena nacional nos brindou para este ano. Com uma banda de um homem só, o feeling Blueseiro do músico teve que ser astuto para poder ordenar todas as performanes e soltar tudo sem erro, afinal de contas não existe corte no Direct Cut.
Em teoria isso poderia ser um problema, pois o nervosismo poderia surgir e levar linhas sem firmeza, algo que passou longe daqui. Durante todo o desenrolar das 8 faixas e seus pouco mais de 22 minutos de conteúdo, Pedro entra mais envenenado que o Woody Guthrie numa sexta de feriado para levar seus arranjos crus com uma vitalidade grandiosa.
Acredito que por ter gravado sozinho, sua música conseguiu atingir um novo status com essa gravação. É diferente abrir a porta do estúdio e ver seus companheiros de banda, se existe insegurança ela já cai pela metada da Down Jones, afinal de contas você sabe que seus comparsas jamais deixariam o groove cair em maus lençóis.
Sozinho são outros 500, é outra boca e por isso, outra negociação. Chegar de mala e cuia teve um efeito bastante benéfico dentro desses sons, as inseguranças (se é que existiram), viraram combustível e o resultado é uma gravação muito pura, cheia de sentimento e muita energia analógica, além, é claro, de sustentar a essência deste que é um grande músico, purista na medida certa e que faz questão de passar todo seu ideial trovadoresco quando sobe ao palco para poetizar.
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| Créditos: Ricardo Calabro |
iTunes: https://goo.gl/Ty2ltJ
Spotify: https://goo.gl/bEMzSV
Rdio: http://rd.io/x/Rl7bc8I-CK5m/
Tidal: http://goo.gl/yGJ2Hb
Google Play: https://goo.gl/EAE7qK
Amazon: http://goo.gl/2o8tei
OneRPM: https://goo.gl/7nTHpU
eMusic: http://goo.gl/uuyBXU
Rhapsody: http://goo.gl/Z2Fwqp
JB Hi-Fi: https://goo.gl/wtQxt2
Akazoo: http://goo.gl/qJMZGC
Troca de pensamentos:
1) A ideia do Direct Cut evidencia seu lado mais purista?
2) Como foi a procura por um novo método de gravação que pudesse lhe aproximar do público? (Ou isso não foi planejado?)
3) Houve um ganho de sonoridade diferente com esse conceito, você pensa em levá-lo para o Mustache também?
4) Esse disco é calcado em ideias clássicos mas o considero bastante atual, pois nos mostra como a produção em excesso pode ser um problema. Qual sua opinião sobre isso, ainda mais em tempos onde os intrumentos eletrônicos parecem tirar a essência dos discos?
5) Se você tivesse gravado esse disco da forma ”convencional”, que características você acha que ele não teria se comparado com o resultado que você possui em mãos agora?
6) Com esse experimento e sua experiência em estúdios, o que você acha que muda em relação à atmosfera do trabalho, o que esse disco mudou dentro do seu entendimento sobre gravação?
7) Pra finalizar, agradeço pela atenção e gostaria de saber se você não tem outras aspirações dentro da música, alguma ideia completamente diferente até mesmo deste disco e dos trabalhos com o Mustache.
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