A maneira como a droga é idealizada quando é abordada por nomes como Keith Richards e outros Junkies da música em geral (até por que o Jazz está ai pra provar que as drogas sempre estiveram rondando), é deveras perigoso, só que com esses caras as substâncias ganham um ar sadomosaquistamente-Cult.
Aqui Burroughs incorpora o Junky, desafia até quem um dia foi um destes, coloca tudo em cheque por uma agulha e traça sua vida sempre em busca do próximo pico, arquitetando um clássico dos novos tempos e moldando o todo dessa massa de poesia homem-bomba de Thomson, com seu estilo único, que dentro do planeta Beat já era uma bala que fazia curva.
As descrições de choque corporal, o vocábulo, as experiências pessoais com todas as drogas possíveis e tudo que seus efeitos geravam em sua escrita anafilática faz com que esse tratado chapante seja um diário de todos os ex viciados e mentes que um dia tiveram problemas com substâncias recreativas, uma lição que deveria deixar o ramo mais careta, só que infelizmente rende caldo até pra quem faz a resenha sob a névoa de verbos excêntricos e de vontade própria, dentro de uma perspectiva de Jazz, baurete, sintéticos e horas de fritação verborrágica.
Aprenda a rir de sua própria fraqueza, sinta-se um lixo por estar na merda mas nunca desista de cumprir a dose diária, o mundo só gira quando a agulha vem carregada, o peito só ventila oxigênio quando bate a nave e o desespero só passa quando o revólver do seu vício explode o gatilho no centro do magma da sua caixa de pandora cerebral… Se você abrir os olhos agora quer dizer que não morreu, deve ter sido apenas uma overdose… cadê o tuinal?
Até que ponto seu texto consegue derreter?
Steely:
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