Seu instrumento passa o que você quer dizer por meio da poesia das notas e não é necessário ser nenhum virtuoso para poder fazer isso, se bem que dependendo do ponto de vida, isso é coisa de quem não busca o melhor.
Hoje é dia de piano e teclado com a japa mais maluca que ousou tocar num Yahama nos últimos anos. Falo sobre a visionário Hiromi Uehara e um de seus projetos mais cabulosos, o elogiadíssimo ”The Trio Project” e seu terceiro trabalho, ”Alive” lançado dia 17 de junho de 2014.
Line Up:
Hiromi Uehara (teclado)
Anthony Jackson (baixo)
Simon Phillips (bateria)
Track List:
”Alive”
”Wanderer”
”Dreamer”
”Seeker”
”Player”
”Warrior”
”Firefly”
”Spirit”
”Life Goes On”
Se ela demorasse 5 anos entre um trabalho e outro seria plenamente justificável, afinal de contas a qualidade é soberba, mas é isso que é o mais absurdo: a fome que essa japa tem quando adentra um estúdio. Em toda sua discografia o maior intervalo entre um registro e outro foram de 3 anos, o que ocorreu entre ”Spiral” e ”Place To Be” (de 2006 e 2009 respectivamente) e ”Beyond Standard” e ”Voice” (de 2008 e 2011) e isso é algo para se aplaudir, de fato.
Afinal de contas os temas que ela e sua banda destilam não são criados do nada, muito pelo contrário, demoram um tempo bem razoável para serem elaborados. Composições complexas, rápidas, absurdamente sincronizadas e repletas de algo que falta para muitos e que infelizmente não se ensina, sentimento.
Tramas insanas, surpreendentes e um teclado que não se acompanha nem com o dedo (!) Parece um simpósio de marfim malhado, mas não, trata-se de apenas uma pessoa, dois braços e duas mãos. E para os outros dois envolvidos (o baixista Anthony Jackson e o baterista Simon Phillips), digo a mesma coisa.
Quase uma hora e vinte de um jazz pra lá de eloquente, com cozinha de power trio improvisando igual orquestra. Viva a Hiromi, do primeiro take, até o último, com ”Life Goes On”, é só arregaço!
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Foi um choque quando vi o material dessa moça…anseio muito vê-la no Rio em setembro, no teatro municipal.
Sensacional!
Tive a chance de vê-la no sesc pompeia no ano passado. Foi fantástico, se ela vier pra sampa também, pretendo fazer a dobradinha. Essa senhora é realmente muito especial, fora que os músicos que a acompanham são sempre primorosos também.
Obrigado pelo conteúdo!