Line Up:
Andrew Altman (baixo)
Tim Carbone (violino)
Oteil Burbridge (baixo)
Shawn Calvin (vocal)
Andy Goessling (banjo/violão/clarinete)
Carey Harmon (bateria)
Warren Haynes (vocal/violão/guitarra)
Marc Quiñones (percussão)
Mickey Raphael (gaita)
Todd Sheaffer (violão/vocal)
John Skehan (mandolim/piano/bouzouki)
Track List:
”Is It Me Or You”
”Coal Tattoo”
”Blue Maiden’s Tale”
”Company Man”
”New Year’s Eve”
”Stranded In Self-Pity”
”Glory Road”
”Gold Dust Woman”
”Beat Down The Dust”
”Wanderlust”
”Spots Of Time”
”Hallelujah Boulevard”
”Word On The Wind”
Temos aqui 13 faixas e 60 minutos sonoramente resultantes. O feeling é absurdo e esse talvez seja o disco mais desafiador da vida, do agora, trovador solitário. O conteúdo das letras é lindíssimo, parece que os vários detalhes dessas faixas aproximaram o criador deste universo de toda a pureza que essa vertente envolve.
Neste trabalho Warren é um sábio e presta tributo ao som que foi o estopim para tudo que ele faz hoje em dia. ”Ashes & Dust” não é só um disco excelente, é uma obra para relembrar a força da cultura americana do início dos tempos e comprovar o ecletismo de um cara que faz um bem enorme para o groove.
Groove este que mesmo nessa onda mais purista, ainda conta com Jams. Detalhes em banjo, requintes de violino e uma bateria sublime para preparar o ouvinte durante a abertura do disco, a balada ”Is It Me Or You”. Temos aqui um trabalho que vai lhe pegar pelo pé, a verdade das palavras ditas pelo compositor é sem prescedentes e com isso, a simplicidade nos faz apenas parar e ouvir a música, algo que as vezes passa batido no seu cotidiano.
Com ”Coal Tattoo” ouvimos não só uma das melhores letras de Warren, mas também notamos que até nesses moldes o cara gosta de uma jam. É impressionante como as faixas são construídas, o instrumental sem efeitos, chegando ao apogeu do requinte sempre com a mesma classe do violino de ”Blue Maiden’s Tale” e seus angelicais sete minutos.
Algo mais agitado com as rasgadas cordiais do banjo em ”Company Man”, um slide contundente em ”New Years’s Eve”… É um trabalho muito pessoal, conteplativo e com um sentimento que se apoia justamente dentro dessa pureza e raiz de tudo que foi criado.
A estética faz toda a vibe da obra. É um CD que vai fazer o ouvinte voltar ao básico, admirar letras como se o cantante fosse um trovador solitário em ”Stranded In Self Pity”, um poeta bêbado em ”Glory Road” e a voz da experiência na beleza suprema de ”Spots Of Time”, a maior música do disco.
Warren Haynes meu rapaz, se você ver um disco com o nome desse cara, compre, por que sempre vale a pena. Ele sente, explora, muda… A música em seu ouvido é uma alquimia e quando ele toca é hora de experimentar, sem medo, apenas com sentimento. Uma aula!
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