Line Up:
Bryan Beller (baixo)
Guthrie Govan (guitarra)
Marco Minnemann (bateria)
Track List:
”Stupid 7”
”Jack’s Back”
”Texas Crazypants”
”ZZ Top”
”Pig’s Day Off”
”Smuggler’s Corridor”
”Pressure Relief”
”The Kentucky Meat Shower”
”Through The Flowers”
Aqui temos 9 temas e praticamente uma hora de piração, sendo que cada um dos envolvidos criou 3 sons para este registro. Os 3 primeiros são de Marco. Partindo de ”ZZ Top” até ”Smuggler’s Corridor” temos as ideias de Guthrie, e de ”Pressure Relief” até o encerramento do disco, com a caótica (e mais longa improvisação) ”Through The Flowers”, sacamos os dotes de composição do reverendo Beller.
Criativamente falando esse disco é o melhor deles. Todos os desfechos que envolvem as 9 criações são impressionantes. A mistura de Prog com Hard, toques de Heavy, Blues e dezenas de outras vertentes, conseguem criar uma música que flui de uma maneira assustadoramente surpreendente, algo que será compreendido quando ”Stupid 7” entrar nos falantes.
A bateria é a força motriz dessa faixa, mas é impressionante como a dinâmica da banda eleva o padrão. Toda vez que alguém sola durante o disco cria-se um novo groove para sediar a improvisação. O peso é firme, as três linhas esbanjam nitidez e é impressionante notar as conexões e mudanças de tempos nada ortodoxas.
”Jack’s Back” é um grande exemplo disso, a guitarra e a bateria no começo entram com uma classe britânica, Bryan adentra o recinto com um riff pra fechar o pacote e do nada Guthrie começa a explorar as escalas. É impossível saber o que vai rolar e é isso que é o grande negócio. Duvido que você sabia que o peso do baixo se tranformaria num caótico Country depois do começo de ”Texas Crazypants”.
A banda faz o ouvinte ir ao delírio, não só pela complexidade, mas pelo feeling e, neste disco em especial, pelo approach que abraça diversos gêneros e tira um caldo que vira um tsunami. Temos passagens progressivas em ”ZZ Top”, melodias sublimes com toques de Fusion em ”Pig’s Day Off”’, (um dos momentos mais inspirados de Govan) e ”Smuggler’s Corridor”, tema que parece ter saído das trilhas do Kill Bill.
A cada disco a música desses caras se fragmenta ainda mais. A cada gravação Bryan toca mais alto, com mais groove, peso e perícia. Marco mostra uma tenacidade impressionante quando senta no Kit e é talvez o único baterista com vocabulário musical e criatividade suficiente para acompanhar esses caras, por que de resto ainda tem Guthrie Govan, um sopro de ar fresco quando o assunto é guiitarra.
Muitos classificaram esse disco como Jazz-Fusion e eu achei isso uma afronta. O primeiro disco tinha mais influências dessa natureza, depois o que tivemos foram aglutinações das mais complexas, só quem sem ficar dentro de um estilo. O mais correto é falar o básico, palavra que nesse contexto torna-se elementar: esses caras fazem música instrumental e não se preocupam em classificar nada, apenas focam em explorar e experimentar, o ponto mais relevante no fim do dia. Que disco.
Matérias Relacionadas
Assine a nossa Newsletter
*Conteúdo exclusivo direto no seu e-mail
No ar!
Oddish “Castro” & Degraus Beats: “A arte de não ser suicidado pela sociedade” = “Deus me Louvre”
Oddish Castro lançou o seu 3º disco com feats de Max BO, ManoWill, Ravi Lobo, ALFÃO, Lezin e mais em seu melhor trabalho até aqui! Vivemos uma era de filtros, onde “personas” são vendidas como manequins portadoras de verdades humanas, com narrativas sendo engolidas como…
O lançamento de “Ajucity for Life” solidifica a relevância de BW para o trap sergipano
Uma análise sobre os elementos singulares que construiram a relevância do artista sergipano BW dentro do cenário de seu estado O festival Tambor cimentou uma das minhas já convictas certezas: BW é um dos maiores nomes do rap sergipano. Ao lado de Preto JB, Dayo,…
Oddish “Castro” solta single e EP como um prólogo para o “ÉPICO da SUJEIRA”
Um dos grandes nomes do Rap baiano, Oddish “Castro” lançou o single “Gargantilha” e o EP “Pernambués” com produção do El Piva. O mês de abril tem marcado o retorno do MC Oddish “Castro” ao cenário do Rap baiano, com lançamentos que preparam o seu…
Pós-Salvando “Fazendo o Melhor Que Eu Posso”, resposta ao seu áudio Mattenie!
Saiu hoje o segundo disco da dupla Matéria Prima & Goribeatzz: “Fazendo o Melhor Que Eu Posso”, contando com 13 tracks pelo boombap e o house! Disco novo da dupla Matéria Prima & Goribeatzz, com baixos estratégicos do Cizco, DJ Novset riscando, Cravinhos em guitarras…
Zadorica e a sua “Sina”: “o Rap ninguém me apresentou, ele aconteceu” – Entrevista
Entrevistamos a Zadorica, MC e produtora que acaba de lançar o seu disco de estreia: “Sina”, para você saber melhor sua caminhada e ideias! A agência entre formação pessoal e desenvolvimento artístico não opera por causalidades, a todo um trabalho de “reflexão” – flexionar para…
Tigran Hamasyan: folclore, erudição e improviso – o escape para encontrar a liberdade musical
Tigran Hamasyan é um pianista armênio, que conseguiu atenção mundial quando sua interessantíssima visão sobre música folclórica, clássica e improvisação começou a receber atenção do público e das grandes gravadoras. Sempre registrando projetos por selos proeminentes, principalmente do mercado europeu e norte-americano (como Nonesuch Records…
A revolução que vem de Rondônia,o MC kami lauan é o “tTrazedor de Notícia Ruim”
Com dois discos lançados em 2025, o rondoniense kami lauan chega com “tTrazedor de Notícia Ruim”, um disco fora da curva! kami lauan e o seu disco “tTrazedor de Notícia Ruim” é um acontecimento para o rap nacional em 2025. Se você acompanha de fato…
“Tertúlia” de Galf AC & DJ EB, lírico e rítmico, a música e a poesia Rap – Entrevista!
Com muitas participações, Tertúlia de Galf AC & DJ EB é um disco raiz do rap nacional com uma roupagem atual e consistente! Um dos grandes discos do ano até aqui, “Tertúlia” contém 11 músicas e diversas participações de nomes como Rodrigo Ogi, Ravi Lobo,…





