Depois do lançamento do segundo live em sequência (suscedendo ”We Like It Here” de 2014), o combo chega com mais um respiro fresco de musicalidade para os novos tempos. O frenesi sonoro é potente, segue sublime (pra variar) e ainda aparece com a Metropole Orkest para dar um acabamento classe A.
Line Up:
Janine Abbas (flauta)
Jan Bastiani (trombone)
Jascha Albracht (cello)
Martin Van Der Berg (trombone)
Max Boeree (clarinete/saxofone)
Chris Bullock (clarinete/saxofone)
Polina Cekov (violino)
Elizabeth Hunfeld (trompa)
Ben Cottrell (arranjos)
Maarten Jansen (cello)
Pieter Hunfeld (trompa)
Tjerk DeVos (baixo)
Casper Donker (violino)
Nola Exel (flauta)
Paul Van Der Feen (clarinete/saxofone)
Cory Henry (sintetizadores/teclado/órgão/arranjos)
Leo Janssen (clarinete/saxofone)
Jay Jennings (fliscorne/trompete)
Murk Jiskoot (percussão)
Merel Jonker (violino)
Wim Kok (violino)
Christina Knoll (violino)
Dennis Koenders (violino)
Pauline Koning (violino)
Bob Lanzetti (guitarra)
Vera Laporeva (violino)
Bill Laurance (sintetizadores/piano)
Michael League (baixo/arranjos)
Mark Lettier (guitarra)
Mieke Honingh (viola)
Norman Jansen (viola)
Julia Jowett (viola)
Arend Liefkes (baixo)
Rubern Margarita (violino)
Lex Luijnenburg (viola)
Mike Maher (fliscorne/trompete)
Chris McQueen (guitarra/arranjos)
Jan Oosting (trombone)
Isabella Peterson (viola)
David Peijnenborgh (violino)
Tinka Regter (violino)
Marjin Rombout (violino)
Arlia De Ruiter (violino)
Iris Schut (viola)
Ries Schellekens (tuba)
Seija Teeuwen (violino)
Robert ”Sput” Searight (bateria)
Justin Stanton (piano/sintetizadores/trompete)
Annie Tamberg (cello)
Pauline Terlouw (violino)
Rob Van Der Laar (trompa)
Feyona Van Iersel (violino)
Maria Van Den Bos (flauta)
Herman Van Aaren (violino)
Leo Van Oostron (clarinete/saxofone)
Vincent Veneman (trombone)
Emile Visser (cello)
Fons Verspaandonk (trompa)
Frank Warndenier (percussão)
Charles Watt (cello)
Nate Werth (percussão)
Eric Winkelmann (baixo)
Ewa Zbyszynska (violino)
Track List:
”Sintra”
”Flight”
”Atchafalaya”
”The Curtain”
”Gretel”
”The Clearing”
Espero que a imensa lista de créditos consiga pelo menos dar uma pista para o nível de riqueza que ”Syla” lhe brindará. Além de ser o primeiro trabalho para a IMPULSE!, este é o quinto disco ao vivo do coletivo de fritadores do Brooklyn, dentro de uma discografia que ainda conta com 3 trabalhos de estúdio, sendo que já temos mais um agendado para 2016. Dito isso, só podemos concluir que ao vivo os caras são fantásticos e eles sabem disso.
Temos aqui apenas 6 temas, mas não se engane, a grandeza é maior do que a lista dos músicos envolvidos e o projeto é absolutamente audacioso. Além de unir a Metropole Orkest, ”Sylva” é um todo complexo de duas suítes, onde a primeira compreende as 4 primeiras faixas do disco e a segunda finaliza o mesmo com mais duas jam’s fracionadas.
Michael Leagues, o chefe dessa quadrilha do groove, sempre desejou fazer este trabalho. O maior problema, além de tempo, era conseguir um disco que não fizesse a banda perder sua característica principal: o feeling e o swing. Com a junção da música clássica, certas bandas alteram as bases criativas ligeiramente, justamente para se adequar ao novo ambiente, fator que pode ser um problema, pois algo pode se perder.
Mas depois de sonhar durante anos, o projeto finalmente saiu do papel e Michael conseguiu unir músicos que além do fator clássico no DNA, tivessem o pé na cozinha negra, um equilíbrio raro de se encontrar, mas que valeu toda a empreitada e justifica a beleza estonteante de um disco que está fazendo a cabeça do planeta desde o dia 26 de maio de 2015.
Para a abertura dos trabalhos temos ”Sintra”, tema que pode soar estranho nas primeiras audições, mas que aqui evidencia um fantástico trabalho de cordas e sintetizadores, isso fora toda a experiência de uma banda que está no auge. Os interlúdios clássicos são entradas triunfais para que o Funk anuncie sua presença e eletrifique todo o resto com ”Flight”. Agora sim: Snarky Puppy is in the House.
Os arranjos com peso latino, ideias africanas, experimentações atuais e toda a sorte de pirotecnias, surgem com muitos timbres diferentes. São dezenas de instrumentos, incontáveis detalhes e um trabalho que é um primor justamente por conseguir mostrar tanto sem pecar por excessos.
Notamos a atenção em passagem. Belos arranjos para o time de metais em ”Atchafalaya” e uma síntese de toda essa união com o equilíbrio homérico entro Funk, Jazz, R&B, groove e música erudita ao som de ”The Curtain”. Quinze magníficos minutos que encerram a primeira cartada-suite.
Esse trabalho comprova duas coisas importantíssimas:
1) Existem grandes mentes trabalhando dentro da cena atual.
2) O Snarky Puppy atingiu um ponto onde os caras não se limitam, gostam de fritar, mas podem fazer qualquer coisa.
E se você duvida, basta sacar a repagina de ”Gretel” e cair no olho do furacão dos improvisos ácidos em ”The Clearing”, a maior passagem instrumental do disco e talvez a mais inspirada. São quase 20 minutos de trocação. É fantástico, nada se perdeu, a energia e o tesão seguem no talo, agora com ainda mais classe!
Matérias Relacionadas
Assine a nossa Newsletter
*Conteúdo exclusivo direto no seu e-mail
No ar!
Samba Bedetti
Felipe Bedetti já lançou seu terceiro álbum, mas aqui vamos falar do single “Samba Gerais”, uma música que indica novas aspirações do jovem compositor mineiro. A essa altura do campeonato, o novo álbum do cantor e compositor mineiro Felipe Bedetti já está batendo em tudo…
Os Passarinhos carcomidos do Orelha Seca
Orelha Seca, banda soteropolitana cheia de ódio desse mundo fabricado antes da gente nascer e onde a gente só se fode lança o Ep “Corvos, Abutres e Pardais”, que é pra você ter certeza que estão te fudendo, e não é de um jeito gostoso. …
Killa Bi em “É Nosso Tudo O Que Eu Olho”, a expertise de uma grande MC
Em seu disco de estreia, Killa Bi mostra-nos por que é uma das grandes MC’s surgidas no Rap brasileiro nas últimas décadas, “É nosso Tudo O Que Eu Olho” Nos últimos 6 anos, o nome de Killa Bi se tornou obrigatório para quem está atento…
NEGGS & YANGPRJ, arte e cultura Hip-Hop piauiense expandidas e renovadas, e agora?
Após 3 discos lançados, NEGGS & YANGPRJ expandiram e renovaram a arte e a cultura Hip-Hop piauiense, “Libertador part. II, o fim de um ciclo! Em seu último movimento, a dupla de artistas piauienses NEGGS & YANGPRJ, lançou o disco “Libertador part. II”, no final…
Zadorica e a sua “Sina”: “o Rap ninguém me apresentou, ele aconteceu” – Entrevista
Entrevistamos a Zadorica, MC e produtora que acaba de lançar o seu disco de estreia: “Sina”, para você saber melhor sua caminhada e ideias! A agência entre formação pessoal e desenvolvimento artístico não opera por causalidades, a todo um trabalho de “reflexão” – flexionar para…
Tigran Hamasyan: folclore, erudição e improviso – o escape para encontrar a liberdade musical
Tigran Hamasyan é um pianista armênio, que conseguiu atenção mundial quando sua interessantíssima visão sobre música folclórica, clássica e improvisação começou a receber atenção do público e das grandes gravadoras. Sempre registrando projetos por selos proeminentes, principalmente do mercado europeu e norte-americano (como Nonesuch Records…
A revolução que vem de Rondônia,o MC kami lauan é o “tTrazedor de Notícia Ruim”
Com dois discos lançados em 2025, o rondoniense kami lauan chega com “tTrazedor de Notícia Ruim”, um disco fora da curva! kami lauan e o seu disco “tTrazedor de Notícia Ruim” é um acontecimento para o rap nacional em 2025. Se você acompanha de fato…
“Tertúlia” de Galf AC & DJ EB, lírico e rítmico, a música e a poesia Rap – Entrevista!
Com muitas participações, Tertúlia de Galf AC & DJ EB é um disco raiz do rap nacional com uma roupagem atual e consistente! Um dos grandes discos do ano até aqui, “Tertúlia” contém 11 músicas e diversas participações de nomes como Rodrigo Ogi, Ravi Lobo,…




