Algo que mudasse nossa percepção, alterando primeiro a sua para aí sim procurar meios de chegar até a do próprio Talking Bluesman. Não gostou? Foda-se! A ideia é não ter medo de sentir, é tudo tão explicável como um solo do Ginger Barker.
Os Beats corromperam o meio de Rosseau, Lester foi mais um que queria ir além das linhas, sua ascenção foi como um pico, a queda como uma crise de abstinência, mas ele não foi pra cruz e foi capaz de desfrutar das insanidades cotidianas em todas as páscoas, mesmo dividindo os holofotes com os 33 anos de Cristo.
A escritar é um vetor realista, o americano sabia disso, mas não queria traçar linhas fixas, seu caminho partiu de um ponto estável, só que as justificativas caminhavam sem destino. Bêbadas como um gambá. Era tudo parte de uma contraversão espiritual com os vinis da IMPULSE! & a força de 10 Dalai Lama’s.
Rolling Stone, Creem, NME, Village Voice… Os mullets de Bangs eram undergrounds antes mesmo do termo existir. Heavy Metal antes mesmo do Sabbath sentar na janela do bonde e delirantes como um vinil rodopiando em seu próprio eixo. Hoje não temos mais reflexão quando falamos sobre música, hoje as letras surgem automáticas, parece uma mensagem padrão do maldito aparalho celular que tira o mundo de órbita e nos faz viver onde não existe teia de relação humana.
Vai entender toda essa merda! Pois Lester entendia! ele não só entendia como vivia isso, sua vida foi um combate aos caras que existiam em preto e branco quando tudo já estava psicodélico. A tarefa de qualquer conteúdo é procurar o pré-sal da informação, levar o leitor até o inferno e depois trazê-lo de volta.
O transgressor Leslie Conway Bangs viveu isso. Ele não habita o globo ha mais de 33 anos e não possui o respeito que deveria, mas quem o carrega de forma merecida? O cara está apenas tomando uns drinks no inferno para passar o tempo, o purgatório é um ótimo remédio quando habitamos o mesmo mundo do Coldplay.
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