Junto de Alexis Korner, John Mayall foi essencial para o desenvolvimento do Blues na Inglaterra. Escute 5 discos fundamentais do guitarrista.
Peter Green, Eric Clapton, Mick Taylor e Haryey Mandel. Sozinhos todos esses nomes já possuem um magnetismo incomensurável, juntos porém eles se confundem dentro do rico acervo do Blues britânico em toda a sua classe e soberania.
Mas o que poucos sabem é que se não fosse por um outro Blues Man britânico, dessa vez muito menos celebrado do que os nomes citados anteriormente, acredito que não existiria um Deus chamado Eric Clapton.
Não, jamé! Se não fosse pelo guardião das escrituras dos campos de algodão, o senhor John Mayall, o mundo teria sido privado da companhia de seus Bluesbreakers. Isso com certeza nos desfalcaria musicalmente falando, inclusive não deixaria que o próprio Blues, como conceito estético, se desenvolvesse tanto, graças também a quebra de padrões propostas pelo inventivo som do mestre de 88 anos.
E como a carreira dessa lenda é muito longa (para a alegria da nação), resolvi selecionar 5 discos primordiais dentro de uma nobre carreira, com mais de 60 anos de história. Conheça o universo de Mayall e depois faça a sua própria viagem pelas raízes do Blues.
1) Blues From Laurel Canyon – 1968
Lançando em 1968, “Blues From Laurel Canyon” é um disco riquíssimo, pensando e lançado numa época atribulada da vida do guitarrista, gaitista e tecladista. Esse LP apresenta uma musicalidade que revela um novo ímpeto criativo na carreira do britânico, logo após a primeira ruptura com os Bluesbreakers.
O disco já abre com um solo (ao som de “Vacation”) e conta com Mick Taylor nas guitarras! Não tem como dar errado.
2) The Turning Point – 1969
3) USA Union – 1970
Lançado em 1970, “USA Union” é um LP fabuloso, principalmente em função de sua dinâmica sonora. Demorei umas 3 audições para perceber que o disco não tem bateria, tamanho o seu primor!
Contando com Don “Sugarcane” Harris no violino e com o não menos brilhante Harvey Mandel nas guitarras – além de Larry Taylor no baixo – esse trabalho segue a linha dos experimentos do ao vivo “The Turning Poin” (lançado um ano antes em 1969), com uma formação americana que é a responsável por eternizar, entre outros grandes momentos, o maior hit da carreira do mestre, a belíssima “Nature’s Disappearing“, tema que inaugura a bolacha. O line up dessa gravação é um desbunde.
4) Bare Wires – 1968
Precursor de toda a onda Jazzística de Mayall, “Bare Wires“, lançado em 1968 é um dos exemplos de toda a magia criada pelos Bluesbreakers. Contando com uma banda robusta (dessa vez com 9 peças), esse registro mostra o trato de John no órgão, além de contar com a participação de Peter Green em duas faixas do LP (“Picture On The Wall” e “Jenny“), além do talento de Mick Taylor.
Com um conceito musical bastante influenciado pela improvisação do Jazz e das jam bands do período, como o Grateful Dead, por exemplo. Em “Bare Wires”, seus ouvidos serão apresentados a temas que exploram a liberdade musical, com propostas mais longas e trabalhadas, criando verdadeiros ecossistemas dentro de si mesmo, como a suite que nomeia o LP e seus quase 23 minutos de viagem cósmica.
5) Live At BBC – 2007
Com participações de nomes como Eric Clapton, Jack Bruce, Larry Taylor, Don “Sugarcane” Harris e tantos outros nomes marcantes para a história do Blues, esse compilado é uma amostra da força do repertório de Mayall, ressaltando seu tato radiofônico para liderar as FM’s.
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