Antes de desvendar todo o material de Santana, lembro que minha primeira ideia para jams psicografadas por Chico Xavier, era ver este cidadão tocando Jazz com McLaughlin, mas isso já aconteceu (vide ”Love Devotion Surrender” de 1973), portanto, decidir ir além e foi ai que peguei pesado, imaginei o México pulsando com Santana & James Brown.
Este já aparece sem terno para não prender movimento, fantasiado de Hippie mulambo e segurando las Congas. Sempre com a guitarra no pescoço e Caravanserai como revolução filosófica… Agora imaginem um cenário noturno, sempre com ’70 na cabeça, Hawaii como plano de fundo de sua área de trabalho e mescalina na platéia…
Line Up:
Carlos Santana (guitarra/vocal)
Buddy Miles (bateria/percussão/vocal)
Neal Schon (guitarra)
Ron Johnson (baixo)
Bob Hogins (órgão/piano)
Hadley Caliman (flauta/saxofone)
Luis Gasca (trompete)
Greg Errico (bateria)
Coke Escovedo (bateria/percussão)
Mike Carabello (percussão)
Mingo Lewis (percussão)
Victor Pantoja (percussão)
Track List:
”Marbles”
”Lava”
”Evil Ways”
”Faith Interlude”
”Them Changes”
”Free Form Funkafide Filth”
Corrompendo a cozinha latina e limitando seus ares mais fritos, anulando certos encantos ciganos e deixando Santana usar seu jingado para o Funk e nada mas. Tocando McLaughlin, músicas de sua autoria, arregaçando com temas de Miles e fazendo o baterista suar a tanga pra acompanhar a percussão e ainda comprovar a alma de James Brown nos vocais.
Esquentando a banda com um McLaughlin de leve ao som de ”Marbles”, enturmando Buddy Miles na Jam com um take mais familiar ao baterista, já com os riffs vulcânicos de ”Lava” e concluindo a sessão prática/aquecimento com uma versão turbinadíssima de um clássico de Santana. ”Evil Ways” se materializa e já manda o sinal verde para algo realmente grandioso, o insight do Yin Psicodélico, o principio ativo noturno.
Característica que a versão latina de ”Them Changes” comprova, dá pra ver que foi de momento, isso não foi planejado. E mesmo depois de cinco faixas deste calibre ainda havia algo a se provar, uma passagem para ficar eternizada e ser futuramente estudada pela ciência cósmica, psicodélica, laboratorial e espiritual.
Um dos momentos de livre improvisação mais intensos e ressuscitadores da esotérica musicalidade, do agora elevado espírito do ser ”Devadip”, Corpo que banda o fator diurno com quase trinta minutos de Yang espiritual com ”Free Form Funkafide Filth”. Suite antropológica, que eletrocutada por metais, só reafirmam os louros da meditação de Sri Chinmoy: ”Nas luas e os olhos de deus”, a meditação de Carlos Santana. Transcendental.
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