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| Arte: Felipe Dalam (Saturndust) |
Tudo isso depois de zunir ouvidos com uma guitarra econômica, fazer o ouvinte matar as timbragens de baixo no peito e manter o groove pulsante com uma bateria que mais parece uma locomotiva saindo dos trilhos!
Foi assim que uma noite promissora estava prestes a explodir, mas ainda faltava algo… Não posso especificar o que era, mas sei que depois do show da Necro, a satisfação foi garantida, total e irrestrita.
Mostrando um entrosamento que só uma banda com 6 anos de história possui, o último trio da noite fechou a conta no Morfeus e finalizou a tour em São Paulo com muito, mas muito bom gosto. Apoiando o repertório do show nas composições que entraram no terceiro disco de estúdio do grupo, (trampo ainda não lançado e gravado no Estúdio Superfuzz), os alagoanos mostraram com quantos goles de pinga se toca um belo Hard-Prog.
E o pior, os caras nem parecem se esforçar para tal, a técnica dos envolvidos é soberba. Pedrinho solava com a calma de um marajá em horário de almoço. Lillian Lessa subia e descia o Rickenbacker com a naturalidade de quem faz uma visita semanal à feira, e o que o kit compacto de Thiago Alef, foi um workshop gratuito para você, gafanhoto que pensa que para a bateria ser foda, é necessário possuir um kit maior que uma Kombi.
Foi um show grandioso, milimétrico e que mostrou um pouco do ilimitado repertório dessa união. As referências são incontáveis, creio que basta ouvir uma track para se ligar que esses senhores manjam muito de música.
A diversidade de influências é contundente e o resultado é bem como o Pedrinho falou antes do show: um ”Rock do mau”. Um elemento riquíssimo, pesado, técnico, cheio de sentimento e com aquele quê brasileiro pra ninguém botar defeito. Foi um feriadaço!
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