Dia 15 de junho Salvador recebe a 2ª Etapa Baiana do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe com atrações tsunamícas que você não pode perder!!
Minas Gerais é conhecida pelo seu mar de montanhas, uma imensidão de vales e montanhas verdejantes que se espalha a perder de vista pela maior parte do estado. Trata-se um mar impraticável para o surfe, mas não para a surf music. Se tem uma coisa que mineiro gosta mais que cachaça, torresmo e queijo é tomar cachaça, comendo torresmo, ou alguma coisa com queijo de tira gosto e curtindo uma boa noitada ouvindo um som poderoso.
Taí o segredo do sucesso do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, que chega à sua 18ª edição em 2019. Teremos uma matéria sobre essa edição do festival para tratar das atrações e demais detalhes que envolvem a edição deste ano. Vamos falar aqui nesta matéria é sobre a 2ª ETAPA BAIANA DO PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE.
Nós mineiros gostamos muito do nosso mar de montanhas, mas temos um fetiche alucinatório pelo mar de águas salgadas. Não é a toa que qualquer feriado é planejado pela mineirada sob a perspectiva de ir pra alguma praia no Espirito Santo ou colar no sul da Bahia em Porto Seguro, que já é quase um território mineiro fora de Minas, tamanha é a presença de mineiros na cidade baiana nos feriados.
A tara mineira por Porto Seguro é a prova de que há algo na Bahia que nos atrai de forma hipnótica. Falo por experiência própria, depois que cheguei à Salvador só voltei a Minas pra fazer turismo, e lá se vão 19 anos em terras baianas. Milton Nascimento já cantara a pedra em Ponta de Areia, uma música feita pra celebrar a ligação entre Minas e o mar da Bahia através de uma estrada de ferro.
Portanto, nada mais justo do que Salvador receber a honra de ter uma etapa de abertura do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Claro que a causa não se resume apenas ao vínculo indissolúvel e misterioso entre Minas e a Bahia. Temos aí o trampo do produtor musical soteropolitano Rogério Bigbross, que já colou em diversas edições do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe, se apresentando como DJ ou na platéia curtindo o som.
Big esse ano foi convidado para fazer parte da curadoria do festival, colaborando com a seleção das bandas, além claro, de promover e organizar a SEGUNDA ETAPA BAIANA DO PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE. Esta acontecerá no dia 15 de junho no Mercadão. CC a partir das 17:00 hrs.
A ETAPA BAIANA terá como atrações duas bandas que já se apresentaram em outras edições do PRIMEIRO CAMPEONATO, os veteranos da Retrofoguetes e os delinquentes da Ivan Motosserra. Os Retrofoguetes tocaram em pelo menos duas, embora desconfie serem mais, na 15ª e na 16ª. Já a Ivan Motosserra tocou na 15ª e na 17ª edições do festival. Completa o set de bandas Gigito, duo formado por Gigito (banjo e voz) e Daniel Iani (baixo).
São três bandas bem conhecidas do público baiano e que possuem boa relação entre si, o que nos leva a considerar a possibilidade de participações de uns no show dos outros, será? O certo é que será uma ETAPA alucinante, de diversão garantida, porque além das bandas rola a discotecagem marota do cabarelístico DJ Ivan Motosserra.
Não podemos esquecer do lançamento da super coletânea tripla BRAZILIAN TSUNAMI, que reúne o que há de melhor das bandas de surf music brazucas. O lançamento desse registro histórico rola aqui em Salvador durante a SEGUNDA ETAPA BAIANA DO PRIMEIRO CAMPEONATO MINEIRO DE SURFE. Abaixo a descrição* da coletânea e da festa de lançamento que rola na SEGUNDA ETAPA.
*O texto sobre o lançamento da coletânea BRAZILIAN TSUNAMI foi retirado da página do evento no facebook.
2ª Etapa Baiana do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe
Local: Mercadão C.C (Rio Vermelho)
Data: 15 de junho de 2019
Horário: 17h
Atrações:
DJ Ivan Motosserra
Gigito
Ivan Motosserra Surf&Trash
Retrofoguetes
FESTA DE LANÇAMENTO DA BRAZILIAN TSUNSMI
O ano de 2019 começou com o anúncio de um dos mais ambiciosos lançamentos da história da surf music brasileira. Brazilian Tsunami, projeto conjunto da Reverb Brasil Records e Orleone Records, é um box set com 63 bandas, que mostra um panorama do que vem sendo produzido por aqui nos últimos anos.
A cena surf brasileira é reconhecida internacionalmente como uma das mais ativas e criativas, com bandas espalhadas por todo o país e leituras bem únicas do estilo. As influências vão desde os ritmos brasileiros até o punk e o metal, passando por música latina, new wave, reggae, música eletrônica e o que mais estiver na frente, sem nunca tirar o pé da prancha.
Brazilian Tsunami tenta mostrar um pouco disso, com 63 bandas de 14 estados distribuídas em três CDs. O lançamento digital aconteceu em janeiro de 2019, no Bandcamp da Reverb Brasil Records e outras plataformas digitais. A versão física começou a ser distribuída em fevereiro, com shows de lançamento em todo o país.
Porto Alegre, Londrina e Uberlândia já tiveram seus shows de lançamento. São Paulo sediou a primeira edição do Brazilian Tsunami Festival, que contou com 16 das 63 bandas presentes na coletânea. Agora chegou a vez do Tsunami bater nas praias de Belo Horizonte e Salvador, nas suas respectivas edições do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe.
Nada mais natural, já que a ideia inicial da coletânea surgiu durante o último churrasco de confraternização do Campeonato, realizado no mítico Hotel Bragança, durante o 15º Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe. Foi lá que Leopoldo “Mocotó” Furtado, da Reverb Brasil Records, e Neri, da Orleone Records, tiveram a ideia mirabolante de fazer uma coletânea com o máximo possível de bandas brasileiras ativas. Foram reunidas 63 bandas em 3 CDs, sendo que mais da metade delas já subiu aos palcos do Primeiro Campeonato Mineiro de Surfe.
Carlim
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