Ordinals, banda sergipana de post-hardcore lançou em março de 2021 o EP “Írís”, apostando de vez no português!
Parece que, efetivamente, a Ordinals decidiu abraçar a língua local como forma de passar sua mensagem. Após lançamentos inteiramente em inglês como nos EPs “S/T” e “Train”, a banda resolveu experimentar utilizar o português em suas canções, foi o que pudemos ver no EP “Gravidade”. Uma postura ousada, vez que para o tipo de som da banda seria mais confortável utilizarem o inglês, ante maior facilidade de encaixe. A zona de conforto parece não agradar os caras.
Em meio a uma pandemia, com todas as dificuldades e mazelas, a Ordinals consegue produzir um belo EP, o qual foi anunciado com o videoclipe do single “Íris”, faixa que dá nome ao disco.
O clipe foi produzido pela própria banda, em conjunto com uma equipe composta por Arhtur Soares, Karine Ribeiro, Gladston Junior, João Medusinha e gravado no Studio XIX.
Como com um limão rola de fazer uma limonada saborosa, a Ordinals foi contemplada com o edital da Lei Aldir Blanc para gravação de um single. Esse single se transformou em um EP, o “Irís”, e ainda rolou de produzir esse belíssimo clipe que vocês viram acima. Uma verdadeira aula de como utilizar de forma responsável o recurso público. Bom pra noiz que recebemos esse EP.
“Íris” tem 04 faixas seguindo a linha post-hardcore, em português, com riffs marcantes. A própria música “Íris”, que abre o EP, tem uma pegada marcante, uns efeitos legais demais e que fica ali grudadinha na mente, apesar de ser a maior música é a faixa que mais gostei do EP.
“Imunocelular” já é mais densa, aquele som pra dentro (vocês entendem quando digo isso?), sabe aquela parada que não é pra frente? Pronto é isso que estou querendo dizer. A faixa começa com o seguinte questionamento: “Às vezes me pergunto: o que é viver?”, é isso que quero dizer quando um som é pra dentro, é reflexivo.
Já “Ser Vetorial” é pra fora (kkkkk), pra cima sabe? Aquele lance de jogar nas fuças. Inclusive aquela esticadinha na guitarra, no início da música, dá todo um charme. Gostamos.
O EP é fechado com “Proximidade”, que é tão legal que nos faz querer pelo menos mais umas duas músicas nesse EP, o que é bem positivo, já que não cansou e nem nada. Terminar o disco com uma faixa tão boa foi uma jogada foda da banda. O EP termina tão bom como começou, e queremos mais disso!
“Íris” foi produzido pela própria banda, gravado no Studio Waves por Kelvin Farias, Mixado e Masterizado por Kabula (Guitarra/Vocal) no Kabula Home Studio.
A arte da capa foi elaborada por Canijan Art.
Ouça “Íris”:
Dudu
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