No último dia 29 de novembro aconteceu a oitava edição do Prêmio Gabriel Thomaz de Música Brasileira, agitando a cena musical independente em todo país.
Esta foi a 8a edição do Prêmio Gabriel Thomaz de Música Brasileira, a 5a no formato com cerimônia de entrega. Mais uma vez a premiação integrou a Semana Internacional de Música de São Paulo (SIM-SP).
Antes de mais nada precisamos ressaltar a importância de um evento que reune a produção musical independente brasileira. Para além da premiação, a oportunidade de conhecer artistas autorais de várias regiões do país, trás a dimensão do que acontece na música brasileira fora do mainstream. Particularmente nas vertentes musicais ramificadas do tronco central, o rock. Mais uma amostra de que as viúvas e viúvos do rock simplesmente ignoram que está saudável e em plena atividade.
Enquanto a versão digital do Gabriel Thomaz conduzia a premiação ao vivo, 12 shows rolaram entre uma fala e outra do apresentador. As regiões Sul, Sudeste e Nordeste estiveram representadas nos shows da Black Pantera (MG), Cigarras (PR), Time Bomb Girls (SP), Wry (SP), Combo X (PE), Jupta (SP), Garrafa Vazia (SP), Astronova (SP), Bong Brigade (SP), Funcionários Públicos (BA), Severino (PB) e Joanatan Richard (PE). Ressaltamos que a apresentação das Cigarras é o recorte do show que elas fizeram durante uma das lives do Oganpazan. Confira o show completo aqui.
Os shows foram gravados previamente e as gravações enviadas para a produção da premiação. Foram diferentes contextos, modos de gravação e ambientações de cada show, preservando a particularidade de cada banda. Este prêmio dá visibilidade a bandas muitas vezes restritas a sua região. Permite que tenhamos uma compreensão mais abrangente sobre a atual cena independente brasileira.
Quatro categorias fizeram parte da premiação: Álbum Mais Conceitual, Capa Mais Bonita, Empreendimento Mais Lucrativo e uma categoria especial, Hit do Ano e a Sou Suspeito. A primeira categoria a ser apresentada foi a Capa Mais Bonita. Concorreram as bandas:
- Os Gatunos, com o álbum Swing Manifesto e capa produzida por Daniel Juca,
- Ozório Trio, com o álbum Big Town, capa por Gustavo Godói,
- Time Bomg Girls com o álbum Las Tres Destemidas, capa por Henrique San,
- Autoramas, com o EP da Family Spreer Recordings, capa por Rubens Soares Sousa,
- Hitchcocks, com o álbum Spaceman Go Trip, capa por Ricardo Escudeiro.
As Time Bomb Girls e o Henrique San foram os premiados nessa categoria. Confira aí a capa premiada:
A segunda categoria da noite foi a de Empreendimento Mais Lucrativo. Concorreram nesta categoria os seguintes selos musicais independentes:
- Neves Records;
- Zoom Discos (Vencedor);
- Monstro DIscos;
- Tudo Muda Music;
- Mandinga Records.
Na sequencia veio a categoria mais prestigiada da noite, a de Álbum Mais Conceitual. Concorreram as seguintes bandas:
- Cigarras, com o EP Cigarras (Vencedora);
- Garrafa Vazia, com o álbum Birinight Apocalipse;
- Luvbite, com o álbum Loud Fast Soul;
- The Dirty Rats, com o álbum Humans Out;
- Time Bomb Girls, com o álbum Las Tres Destemidas.
Depois veio a categoria fanfarrona Sou Suspeito, na qual concorrem trabalhos nos quais o Gabriel Thomaz esteve envolvido. Diante da importância do Prêmio Gabriel Thomaz de Música Brasileira para a cena independente, nada mais justo que a criação de uma categoria que contemple o cara.
A última categoria da noite, a de Hit do Ano contou com a indicação de 50 músicas de 50 bandas. A categoria foi vencida por Joanatan RIchards com a música Rock do Corona. Ficaremos mais atentos em 2021 para não moscar e preparar uma cobertura da premiação. Até lá!!
Carlim
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