Um ensaio explorando possibilidades de aproximação e continuidade entre Matéria Prima e Milton Nascimento.

O Matéria Prima lançou recentemente o disco “Depois Que Onda Passa”, com produção de Barba Negra e feat da Killa Bi, o disco tem lançamento pelo selo QG do Horizonte, e se tornou um caique no qual eu passei a remar. Há uma prática comum tanto na crítica musical quanto na percepção comum das pessoas que ouvem música. Essa prática diz respeito ao fato de que tentamos por muitas vezes dar conta daquilo que formou nossos gostos estéticos, através de comparações que versam sobre melhor e pior, em um rankeamento, em uma hierarquização. Como um amante da música e pesquisador amador, sempre busco correlações, conversas e sobretudo soluções de continuidade, entre artistas e temas.
“Ponta de Areia, ponto final, da Bahia-Minas, estrada natural/ Que ligava Minas ao porto ao mar, caminho de ferro, mandaram arrancar.”
A minha vida nos últimos 25 anos e consequentemente nestes 10 anos de Oganpazan, vem se construindo em um movimento destes, como presente em sentido inverso na ligação entre Minas-Bahia como na faixa Ponta de Areia do Bituca; mas especificamente Salvador-Ponte Nova. Afinal, Carlim aka Carlos Inácio é um irmão de vida com quem fundei o Oganpazan, juntamente a outros amigos. Este site nasceu, sobretudo, na colônia mineira de Tio Tatão no bairro de Macaúbas em Salvador (BA), onde nos encontrávamos para beber e falar sobre música, cinema, literatura e outras mumunhas mais.

Assim como Milton cantou em “Amigo, Amiga”, música presente no autointitulado disco de 1970, busco sempre encontrar os veios sobre os quais eu possa navegar, sejam eles rios ou mares. Há muito da música mineira no nosso site, fruto das pesquisas de Carlim e ou das minhas próprias e de outros dos nossos eventuais colaboradores. Ora, dito isso, este breve ensaio de aproximações possíveis entre a tradição da música mineira do recentemente aposentado Milton Nascimento e do MC e cantor Matéria Prima, não quer dar conta apenas da minha experiência estética, mas de uma solução de continuidade que nos parece evidente entre a obra dos dois artistas.
Por anos, o racismo presente na crítica musical brasileira, sequer considerou o Rap como música, algo que nos parece, ainda hoje se faz presente, seja pela insistência em criminalizar as expressões periféricas, seja pela incapacidade de entender e aproximar os poetas da nossa música. Dito isso, nos parece que há um diálogo possível entre algumas músicas do Milton Nascimento, entre algumas de suas paixões, com o seu conterrâneo Matéria Prima.
Muito além de qualquer noção de influência, o último disco lançado pelo MC mineiro, possui uma possibilidade riquíssima de conversa com sua própria tradição poética, com a obra de Milton e sobretudo no campo do desenvolvimento de pensamento poético contemporâneo circunscrito ao rap underground nacional. Afinal, poetas (MC), cantores estão sempre lidando com uma tradição que lhes precede, sob a qual herdam problemas, temas, mesmo que inconscientemente, atualizando-os, expandindo-os.
Situando o leitor, “Depois que a Onda Passa” é o último disco do MC mineiro, em parceria com Barba Negra, beatmaker, produtor e MC do interior de São Paulo. Estamos diante de um disquinho curto, porém de uma densidade leve, onde os artistas nos mostram um exercício poético-musical no qual, a lírica e a sonoridade dialogam de modo muito intrincado; o drumless, sub-gênero musical do Rap encontra em Matéria Prima um baluarte com uma consistência lírica e de flow, mas também de canto, que não tinha sido registrado até então.
Problema decorrente da formação racista da cultura jornalística independente ou não em nosso país, a ignorância sobre grandes nomes, trabalhos esquecidos aos montes, incapacidade de acompanhamento global do cenário. Tudo isso concorre, para alguns fatores que nos parecem bastante relevantes quando se trata de entender a história do rap nacional do final dos anos 90 até hoje. Não é incomum que um bom disco, ou até um disco mediano, ganhe às graças da crítica hegemônica e uma recepção crítica do público supervalorizada.
Por enquanto, o drumless ainda é um subgênero do rap nacional, que apesar da grande força estética e política, segue no underground. Dentro deste, Barba Negra aka O Terrível Ladrão de Loops aka MC Ralph é o produtor com mais tempo de estrada, um dos, senão o maior produtor do sub gênero no país. Com uma gama muito grande de produções nos últimos 3, 4 anos nesta seara.
O disco “Depois que a Onda Passa” é o primeiro trabalho “cheio” lançado pela dupla, as formas de composição de música e de poesia, assim como a execução em termos vocais e de flow, alcança uma coesão estética no disco que vai até o processo de metalinguagem. É curioso, tanto Matéria Prima quanto o Barba Negra tem algo próximo de 25 anos de carreira, assim como o Bituca, o Matéria também fez parte de um coletivo que mudou a história da música brasileira; mas diferente de Bituca, nunca alcançou o devido reconhecimento público de sua trajetória e de sua obra.

“O Clube da Esquina como uma banca de Rap?”
Ora, Matéria Prima foi parte integrante do Quinto Andar e posteriormente do grupo Subsolo, fazendo parte de um movimento que mudou a forma de se fazer rap no Brasil, com o discos Piratão (2004) e com Ordem de Despejo (2008), ajudou a escrever a história do Rap Nacional. Em sua carreira solo, são diversos discos e EP’s, audiovisuais que sempre se apresentam fora da curva do que vem sendo produzido, mas sobretudo, apresentando um estilo único e inconfundível.
Nesta nossa maré de aproximações, entre os canais, os rios e os mares de nossa história, o grande Clube da Esquina era a união de músicos que se reuniam em torno da casa dos Borges e pelas ruas de BH, para tomar umas compor, cantar e tocar. Diferentemente de movimentos como a Tropicália, prescindem de um manifesto estético, mas inovam e transformam profundamente a música brasileira.
Será que guardadas as devidas proporções não tenhamos o mesmo na música rap nacional? Com bancas como a do RZO, que além do grupo reuniu Sabotage, Negra Li, DBS, etc? E aqui o que nos interessa em específico, a crew do Quinto Andar que reunia MC’s e DJ’s do Rio, de São Paulo e o Matéria Prima de Minas Gerais e que influenciou todo o Brasil na forma de fazer rap? Ora, somente a ignorância e o racismo não percebe que tanto o Clube da Esquina quanto o Quinto Andar são movimentos urbanos de produção musical que através da reunião de pessoas em torno de uma ideia e através de trocas mudaram – cada qual ao seu modo e em escalas diferentes – a forma de se fazer música no Brasil.
No joguinho sujo da indústria musical, somos veladamente ensinados a entender a tradição como um peso esmagador, ou a negá-la e permanecermos na ignorância, em um jogo de perde ou perde. Ainda hoje em nosso país o Rap – apesar do grande crescimento industrial – ainda é visto como uma música de pouca relevância. Não à toa, a necessidade de aprovação branca do que deve ou não ser valorizado, da necessidade de apadrinhamento dos totens da cultura oficial, poucas vezes Don L foi mais certeiro do que quando falou da sauna do Caetano.
Se aqui busco aproximações entre Milton Nascimento e o Matéria Prima não é para igualar diferenças, mas porque entendo que o trabalho do MC mineiro além de possuir pontos de diálogo formal, é já hoje, um herdeiro que reelabora essa tradição ao seu modo, como um duplo mesmo, do processo de devir da música mineira. E somente a ignorância sobre o seu trabalho e a sua obra poderia dizer o contrário.

Para usar uma imagem miltoniana, Matéria Prima também construiu o seu próprio cais, do qual nada mais parte ou retorna. Sua poesia ancorada no mais profundo do ser, se expressa ao longo dos anos com cada vez mais apuro. E neste “Depois que a Onda Passa” ele acrescenta uma nova rocha firme diante dos movimentos que, anti-naturalmente, não deixam de executar os seus impulsionamentos e recuos; ah, mas quem está prestando atenção nisso? Quais entre nós, conseguem uma visão de conjunto em um mundo fragmentado, em uma indústria dominada pelo hype, com consciências algorítmicas sob controle.
E é por aqui que podemos dar uma de “Crazy Legs” do pensamento, e observando o MC “fumando um bituca no boteco de butuca”, percebermos a força política do Bituca, do Clube da Esquina e sobretudo do pensamento e da poesia mineira sobre o mar, sobre rios e no caso do Matéria Prima sobre a vida ordinária, o cotidiano; a invenção de um ponto de partida poético musical saído dos rios mineiros e desaguando no mar da Bahia de Todos os Santos!
Aqui, a recepção baiana é quem fala dessa possibilidade de pensar a poesia entre Milton Nascimento e Matéria Prima. Identificando signos mais do que influenciados, retrabalhados, expandidos, e sobretudo de uma outra política da escuta. A pregnância da poesia de Matéria Prima e do Milton Nascimento em mim, se tornou hoje, algo evidente quanto à forma e sobretudo à força de sua riqueza nesses dois artistas pretos, em um mundo cada vez mais caótico. A imensidão poética da música do Bituca, hoje na obra do Matéria Prima, tem dialogado através das miudezas.

“Jules e Jim, uma mulher para dois na Rádio Favela”
Há tantas relações possíveis e que informam esses dois poetas e cantores mineiros, que daria um filme. A muito pouco abordada relação de Milton com o cinema é algo que encontra eco hoje, no trabalho de Matéria Prima. Bituca que fez trilhas sonoras para os filmes Os Deuses e os Mortos do Ruy Guerra e do documentário Tostão – A Fera de Ouro (1970) e atuou, como no clássico Fitzcarraldo de Werner Herzog. De sua parte, Matéria Prima que tem tido músicas suas incluídas em trilhas sonoras e tem atuado em filmes e séries. A música do MC e cantor mineiro tem também se feito presente em exposições de artes plásticas.
Aliás, a potência musical da obra do Matéria Prima inspirou recentemente o curta-metragem: “Incursões Inesperadas em Metrópoles Carnívoras com Alguns Momentos Macios”, do diretor Bernardo Guerreiro. Com participação do cearense Novíssimo Edgar que colaborou no roteiro, o filme nasceu das relações traçadas entre fotografia documental, rap e cinema e se inspirou em três faixas que serviram de norte para o roteiro: “Ama-me”, “Água e Sangue” e “So Satisfying”, presentes no disco Novidadedasantigas (2005) com produção do Jonas Pheer.
No seio criativo da música mineira contemporânea, não é possível ignorar as grandes contribuições que Matéria Prima vem dando ao longo do século XXI. Desde o seu trabalho com a banda Zimum com quem lançou três discos, ou cantando com o seu colega – de Zimun – o baterista Gabriel Bruce em Afluir (2020). Temos ainda outros três discos com o supergrupo Tetris, formado em parceria com o MC Ramiro Mart e o beatmaker Goribeatzz.
Assim como Milton, que inventou um “Cais” no seio do seu mar poético, Matéria Prima inventa ao seu modo vários afluentes poéticos, estéticos, musicais e visuais, para expressar o seu olhar crítico, com uma pluralidade de chaves musicais, nutrindo-se e nos nutrindo com uma vasta poética. Qual outro artista do rap nacional, possui uma obra tão vasta quanto plural? Não tenho notícias.
Sem investidores, com algo em torno de 25 anos de carreira, são pelo menos 9 discos solos e pelo menos mais 9 em projetos paralelos como os acima já mencionados. São muitas as ondas que chegaram e passaram, porém o MC mineiro segue firme, de pé com seu canto e poesia, e renovando atualmente o seu olhar sobre o “socius” com seu trabalho de fotografia. Já tendo começado a participar de exposições e com livros lançados.
“Coda para aproximações e distanciamentos, Depois que a onda Passa”
Lançado em setembro do ano passado, o disco “novidadedasantiga” que conta com a produção do Jonas Pheer já trazia algumas questões que nos parecem importantes para conseguirmos no trabalho atual. Desde a pandemia com o disco “Visão”, Matéria Prima tem cada vez mais trazido sua poética para o cotidiano, para o ordinário, para um crítica aguda que vai dos problemas da conjugalidade à ancestralidade. Reformulando aquilo que é vendido como novidade, mas que está aí das antigas.
Abordando as próprias fragilidades, as próprias dualidades, como mar e mangue, como água e sangue, Matéria segue rimando contra a maré de coachs que insiste em vender a narrativa do vencedor, das águias, que infelizmente são meramente isso, meras aves de rapina da cultura Hip-Hop. Afastando-se cada vez mais do comum das palavras de ordem, das megalomanias, a obra recente do Matéria Prima, mas já presente como um traço de continuidade de sua obra:
“O dia que eu for laranja, porque eu tenho suco, as vezes tá osso, às vezes ossobuco, espreme a massa na parede ela vira suco, que nem quando planta semente e acha que morreu, ela grita truco, que nem cimento e brita, o sistema é bruto. Nós usa pra bater laje e ver lá de cima, tudo que você queria ver, tudo que você podia ser, não aconteceu, te deixa puto.”
As tantas linhas que o MC tem traçado, para o ouvinte atento, são buscas de desemaranhar o caos nos quais tentamos nós mesmos, encontrar ligações, bons encontros e uma vida menos miserável em meio às expressões de ódio absoluto e a produção da tristeza. Com um amplo domínio técnico dos meios de composição do Rap, apresentando referências colocadas sem pompa e circunstância em chave de mais valia simbólica, mas repleto de substâncias muito bem pensadas para produzir rimas e melodias, como poucos.

O encontro entre Barba Negra e o Matéria Prima neste que foi a chave da qual parti para a construção desse ensaio, me colocou a questão do disco conceitual, inicialmente. Em entrevistas com o MC, o mesmo tem afirmado que não busca mais produzir álbuns conceituais, porém quem, em sã consciência, vai acreditar em poetas? “Depois que a Onda Passa” pode até não ser um álbum conceitual, porém como o seu antecedente, possui um bloco de afetos e perceptos que giram em torno de uma ideia.
Como o mestre Barba Negra sempre pontua, o drumless é uma forma musical que exige bastante do MC e neste disco ele é o som imaginário no qual a subjetividade do MC encontra o crime perfeito. É redundante é necessário evitar os elogios fáceis, as construções musicais que o produtor do “Vale”, O Terrível Ladrão de Loops apresenta neste novo disco, não encontra pares. Hoje, nessa área ele é rei, com construções densas mas de muita leveza, operando esses contrários que ora puxam para o quase sambinha (Ideia de mil), outras trazem um bolerão (Veja Eu (fim de festa).
O suspense presente na faixa “Plot Twist” , por exemplo, é exemplar da rica gama de texturas, sonoridades, samples e balanços presentes na caixa de ferramentas do Barba Negra. O groove em “Multisilábica” que evoca com uma flautinha, algo asiático, onde Matéria Prima sobrevoa como um mestre das artes marciais do Rap, é um dos momentos que podem ser ressaltados. Ou ainda a leveza groovada e enriquecida pelo sample, na faixa de abertura “Não Há Nada Melhor”, onde o flow do Matéria infla a abertura das velas do disco.
São pouquíssimos os MC ‘s brasileiros que hoje produzem imagens poéticas tão fortes e bonitas, engraçadas e melancólicas, como o Matéria Prima. Mas vale ressaltarmos alguns aspectos que no campo do drumless, a assinatura do MC se fez indelével, como na música Veja Eu (fim de festa). Através de sua qualidade como cantor e seu poder de composição, o artista consegue produzir algo inédito até então, um dos grandes storytelling presentes no disco. Ou ainda, em “Pro dia Render”, onde a sua lírica empresta-nos força para seguirmos em frente diante de um cenário tão caótico e diante de atividades prosaicas, mas também no campo do combate ético e político.
A linha de baixo conduz a reflexão a respeito da própria criação poética – metalinguagem – “Solilóquio”, através da noção de saúde ou doença, o falar sozinho que talvez seja o próprio ato de criação poética, antes de o tornar público. É uma das músicas mais bonitas da longa carreira do artista:
“A pele era mais suave do que mousse, mano. Ela era muçulmana e não era um míssil humano, e também não era esposa de um sultão que vive insultando para ver ela surtando, eu tô só supondo. Só pondo a cabeça para funcionar de canto, olhando de um jeito lento, lendo seu lábios, no momento de encanto, que ela não era turca mas também usava burca, vi tudo isso com o sol batendo forte na minha nuca, pelo jeito não tava reclamando, olhou pro céu rapidamente, eu entendi ela tava orando.”
Além de uma poesia evidentemente reflexiva sobre o seu próprio modo de compor, essa música em feitio de oração, é um testemunho muito bonito do próprio ethos do poeta fotógrafo das ruas de BH. O carinho e a devoção elege os pés da amada para erguê-los como imagem poética, longe de quaisquer fetichismos. Mas se ancora, na luta conjunta do casal, é o tema de “Deus Abençõe seus Pés (Ode a Cesária Évora)”.

O procedimento da utilização de metalinguagem, reaparece na faixa Kerouac, que por isso mesmo está muito além de uma mera homenagem. As sutilezas críticas e inventivas presentes na lírica do Matéria Prima não são de fácil percepção para ouvintes que gostem de fast food, nada contra, eu como também.
Em “Fora da Fôrma”, o MC além de meter uns bragadoccios que reafirmam sua posição de um dos grandes mestres da rap nacional. Mas, ele tira uma onda com o verso: “Prosa proeza, vitória tem gosto de framboesa, a derrota é só uma derrapada na mão inglesa.”. Com participação do único feat do disco, com uma das melhores MC’s de sua geração, Killa Bi segue a linha de raciocínio e amarra a ideia central, verdadeiros artistas só precisam respirar para ser, e eu iria além, precisar ser – aquilo para o que nasceram – para respirar.
A arte da capa do disco, “Depois que a Onda Passa” guarda de certo modo o segredo não apenas deste ensaio, com da noção dos canais de comunicação e vida, beleza e morte, que são rios e mares, mas também no sentido profundo de Atlântico Negro, que guardam nossas miserias produzidas pela nossa condição diaspórica. Mas também todo o imenso universo de lutas, de artes produzidas por essa mesma condição.
Arte de Gabriel Nast, a linda pintura que ilustra a capa do disco, traz uma criança negra em uma canoa no mar, ou na boca de um rio, devidamente trajada com uma camisa em referência ao clássico A Tribe Called Quest. Fechando o disco, a música se refere também a própria carreira e a vida do Matéria Prima, a faixa homônima ricamente produzida pelo Barba, é a própria vida em seu movimento incessante rumo à morte, nossa única certeza.
Neste sentido, este ensaio é um poça que esperou eu, seja pisada pelos admiradores do trabalho do Matéria Prima, do Barba Negra, da Killa Bi, do Gabriel Nast, do Milton Nascimento, e ao molhar-lhes os pés, levo-os a fazer suas próprias aproximações, encontrar suas próprias alegrias e questões, pois o mar e os rios estão aí, até que o mundo acabe!
-Milton Nascimento & Matéria Prima, um ensaio de aproximações entre rios & mares!
Por Danilo Cruz
Danilo
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