Line Up:
Christoph Lindemann (guitarra/vocal)
Simon Bouteloup (baixo)
Christoph Bartelt (bateria)
![]() |
| Arte: Elizaveta Porodina |
Track List:
“Lord Of The Sky”
“Last Living Dinosaur”
“Thousand Miles Away From Home”
“Filthy Illusion”
“Pale Blue Eyes”
“Stolen Dreams”
“The Old Man”
“Spanish Wild Rose”
“See The World With Your Own Eyes”
“Circles In My Mind”
“Into The Night”
”Reich Der Traume” – Nico (faixa bônus)
Com uma bela peça artística para embalar o conteúdo sonoro (criada pela russa Elizaveta Porodina), o trio crava mais um prego no caixão das dúvidas. Cama para apresuntados Seara que começa a ser enterrada com ”Lord Of The Sky”, a abertura deste novo trampo, talvez o oitavo gol da Alemanha.
O desenvolvimento com pinta improvisada segue o mesmo, provando que a jam é a base de tudo. A maior mudança foi nos timbres, algo bastante sutil no quesito ”sujeira distorciva”, mas que impactou muitos ouvintes.
Creio que esse não foi um ponto negativo, notamos que ”Last Living Dinosaur” e ”Thousand Miles Away From Home” ainda caminham na crocodilagem, mas o fazem de maneira mais limpa (escute ”Filthy Illusion”), mantendo o peso e a grandeza criativa para passagens inventivas e pesadas, claro.
Voltando a mostrar a classe para riff’s excelentes, como o fraseado base de ”Pale Blue Eyes” (um dos maiores destaques deste disco) e a viciante e radiofônica ”The Old Man”, um dos singles para este novo registro.
Não seria tão ousado a ponto de dizer que ”Berlin” marca um novo direcionamento criativo. Acho que seria uma baboseira imensa, mas acredito que o terceiro disco de estúdio da banda comprove que existem sim outras aspirações, como ”Spanish Wild Rose” tanto evidencia.
Essa roupagem mais clean não me agrada, gosto de sujeira e sei que esses caras produzem uma da melhor qualidade, aliás isso fica claríssimo quando você coloca o já citado split deles com o Aqua Nebula Oscillator, por exemplo, mas essa nova investida é válida e mesmo com uma nova roupagem, bastante competente.
E por último, mas jamais menos importante, vale ressaltar a performance do reverendo Christoph Baltet, afinal de contas a bateria nunca perde o peso e é notável perceber que até nas passagens mais cavernosas, o kit nunca é abafado. Fiquem ligados também na versão com faixa bônus, pois o cover de ”Reich Der Traume” (de autoria da conterrânea Nico”) é excelente, os arranjos ganharam novos contornos dramáticos e o desfecho é surpreendente e ainda surge com cantos na língua nativa dos caras. Belo play.
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