Track List:
”Love Me”
”This Ain’t Love”
”Stuck On You”
”Star”
”Let Me Breathe”
”Cut The Line”
”Wake Up”
”Way Oh”
”Underworld”
”Molly Town”
”Sensimilla”
”Harry’s Symphony”
”Clean Water”
”The Answer”
Reparamos na atualização sonora mas sentimos que a fórmula base ainda é a mesma. Apesar de insights de Hip-Hop, por exemplo, a classe segue beirando o Jazz com ”This Ain’t Love” e um dos singles do disco, ”Stuck On You”. mas não se esquece de explorar as possibilidadess musicais que a cantora anseia em expandir. ”Star”, é um tema que foge à regra e surge com requintes bastante calcadas no vai e volta do som de Marley, mas que em contrapartida, esbanja um acabamento de cordas lindíssimo.
Aqui sua voz evidencia novas facetas só que o faz com delicadeza. O disco justifica a demora, nota-se o esmero na instrumentação e todos os pequenos detalhes que enriquecem o background sonoro, mas a cereja do bolo continua sendo sua bela voz. Elemento este que está em sua melhor fase e mostra muita versatilidade com a radiofônica ”Let Me Breathe”, a session crua e jamaicana de ”Cut The Line” e a explosiva ”Wake Up”, raga que aposta na força do baixo e da participação de Damian Marley para fazer barulho com a revolução de sua caixa de som.
Esse disco é a prova que essa mulher pode cantar o que quiser, é só questão de ter vontade e mostra que a cantora ainda está abrindo este leque, e ”Way Oh” e ”Underworld” são bons exemplo deste desenvolvimento de nova lírica.
No final das contas a mulher manda tão bem que até Hip-Hop faz sua cabeça com esse acabamento vocal. O maior destaque sem dúvida alguma são as trocações roots. ”Molly Town” e ”Harry’s Syphony” (som inspirado no próprio irmão da cantora, um dos responsáveis por essa nova abordagem), são dois dos picos deste flerte esfumaçado, rola até um DUB de fundo e o instrumental segue bastante calcado na raiz do gênero de dreadlocks.
Eis aqui um disco de alguém que não liga à mínima para a crítica. É delicioso escutar a voz dessa moça exatamente por isso, a energia que ele emana para seu público com essa voz de Barbie com Etta James é absolutamente relaxada e livre de questionamentos que não sejam musicais. ”Clean Water” é uma bela prova do que acontece quando a maré conspira a favor, siga seu caminho para sempre dessa maneira senhorita Stone, surpreendendo todos a cada disco e ganhando cada vez mais experiência de vida para assinalar um clássico num futuro próximo. Weed is the answer.
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Joss Stone é linda, talentosa e uma grande cantora, mas sofre por não ter um repertório no nível do seu talento, assim como nos seus outros discos, esse disco segue na mesma, as influências que sempre variavam entre a soul music e o R&B, agora penderam pro reggae…o tal Damian Marley só tem a credencial de ser filho de um gênio, e mais nada…o som dele é mais fraco que sopa de albergue, e esse projeto SuperHeavy, que ele participa com Damian ao lado do lesado Mick Jagger é vexatório, muito ruim…esse lançamento tá longe de ser ruim, mas sinto a falta de músicas do tamanho do talento dela…reggae não é a praia dela definitivamente!!!
Joss Stone é linda, talentosa e uma grande cantora, mas sofre por não ter um repertório no nível do seu talento, assim como nos seus outros discos, esse disco segue na mesma, as influências que sempre variavam entre a soul music e o R&B, agora penderam pro reggae…o tal Damian Marley só tem a credencial de ser filho de um gênio, e mais nada…o som dele é mais fraco que sopa de albergue, e esse projeto SuperHeavy, que ele participa com Damian ao lado do lesado Mick Jagger é vexatório, muito ruim…esse lançamento tá longe de ser ruim, mas sinto a falta de músicas do tamanho do talento dela…reggae não é a praia dela definitivamente!!!
eu gostei cara, assim como senti uma vibe daora em tudo que ela gravou, mas é isso q vc falou e que eu dei uma pincelada de leve no texto, falta um classicão ainda, mas se vc tiver a chance de ver a loira ao vivo, pode chegar que é fino demais!