Brass Against: Bagançando a porra toda com uma sonzera que certamente vai lhe impactar, uma das melhores coisas que você vai ouvir em 2019!!
O Brass Against é um grupo de Nova York que faz versões super estilizadas de clássicos de músicas de protestos, como por exemplo essa versão maravilhosa de “No Shelter” da banda Rage Against The Machine, cantada por uma das participantes do programa The Voice gringo, Sophia Urista:
A versão acima foi lançada no final de Janeiro deste ano, porém o grupo vem lançando em sua página no Youtube várias versões, desde Setembro de 2017.
O Brass Against, que inicialmente recebia o nome de Brass Against The Machine, diz que: “Nesta era politicamente desafiadora, é hora de enfrentar a máquina” e complementa explicando que o objetivo do grupo é que a música que apresentam: “soe inspiradora e ressoe com as emoções das pessoas, incentivando-as a agir”. O Brass Against ainda se define como: “uma música excepcional com uma vantagem política”. Definitivamente é isso que são!
Para além da magnifica Sophia Urista, o grupo conta com os seguintes músicos: Brad Hammonds, Guitarrista, líder e curador do projeto; Andrew Gutauskas, Baritono sax e diretor musical; Mariel Bildsten, Frank Cohen, Eli Chalmer e Melissa Gardiner, nos trombones; Wayne Tucker, Oskar Stenmark, Tyler Tritt, Kai Sandoval e Bruce Harris, nos trompetes; Kenneth Bentley, Corey Wilcox e Steven Duffy, nos sousafones; Natham Bell, bateria; Zach Brock, violino; Suphala, tabla; ficando os vocais a cargo de:
Maya Azucena, que pode ser vista aqui nesta versão de “War Pigs” da clássica banda de metal Black Sabbath:
Mazz Swift, que além de cantar divinamente toca violino elétrico, como pode ser visto na versão de “Cult of Personality”, da banda Living Colour:
Representando a ala masculina dos vocais, temos Samuel Hope, que mandou ver na versão de “Lateralus”, do Tool e o Darius Christian, que além de vocal toca trombone. Porém, nessa versão de “Humble” do rapper Kendrick Lamar, ficou apenas nos vocais.
Não poderia deixar de mencionar essa potência que é a Amanda Brown, mandando ver no mashup de “Maggie’s Farm”, do Rage Against The Machine com Bob Dylan.
Outro mashup muito foda que o Brass Against fez foi da faixa “Freedom” do Rage Against The Machine com a faixa de mesmo nome da cantora Beyoncé, tendo como vocal, novamente, Sophia Urista:
Além das versões aqui citadas, o grupo já disponibilizou em seu canal no Youtube diversas outras versões de bandas como o Jane’s Addiction, Audioslave, Pantera, entre outras.
A Lonestar Records lançou no dia 18 de Janeiro deste ano o primeiro álbum do grupo, em vinil branco. O álbum também pode ser encontrado no formato de CD e conta com 10 faixas, em sua maioria de versões do Rage Against The Machine, mas contendo também versões de outros artistas.
A formação do Brass Against, por si só, já demonstra um teor político forte, pois agrega músicos de diversos gêneros e etnias, dando uma nova roupagem, mais acessível até, para músicas tão importantes politicamente.
O Brass Against iniciou na última terça feira (12/02) sua tour europeia, a qual se estenderá até agosto desse ano e terá como participação, na apresentação em Londres, o músico Lenny Kravitz.
Nesse ano tão desgraçado, o Brass Against é a melhor coisa que você vai descobrir em 2019. E será muito difícil de ser superado.
Dudu
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