Line Up:
John Simon (piano)
Peter Albin (baixo/guitarra)
Janis Joplin (vocal)
Sam Andrew (baixo/vocal/guitarra)
James Gurley (baixo/guitarra)
David Getz (bateria/piano)
Track List:
”Combination Of The Two”
”I Need A Man To Love”
”Summertime”
”Piece Of My Heart”
”Turtle Blues”
”Oh, Sweet Mary”
”Ball And Chain”
Só que depois do debut autointitulado eles aprenderam esta lição, viram que dentro do estúdio a parada não era cativante como num live. A fagulha do momento se perdia naturalmente e no fim a alma das apresentações ao vivo era trocado pelo ar pré fabricado dos estúdios, foi eatamente por isso que gravaram ”Cheap Thrills” ao vivo, e aí sim explodiram como se deve, com um som cavernoso.
Ela não saia do palco até sentir que as vísceras do Blues estavam expostas. O som dos campos de algodão tomava uma surra todas as noites, mas ele sempre voltava e jamais deixou a musa. Seu fim foi provocado pelas dúvidas, o problema não era o talento ou o feeling, o que dizimou seus gritos foi a falta de crença em algo que sua música alimentava tão bem e que ainda nos serve como trilha sonora: a vida.
Janis viveu com os mesmos tons quentes que Robert Crumb utilizou para imortalizar essa icônica arte. O problema é que caso as cores quentes acabassem, Crumb conseguia tirar algo de um azul mais morno, já Janis não, seu paradoxo só fazia sentido com os extremos, fervendo como um copo de loucura, num transe demencial que só acaba depois do fim.
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Esse disco é uma obra de arte, a começar pela capa, todas canções escancaram o talento sobrenatural da Janis Joplin, essa característica de live in studio que vc bem citou era comum nas décadas de 60 e 70, e isso dava uma tremenda diferença, não há como conseguir essa jam num estúdio onde cada um grava sua parte em separado..
vou lhe confessar algo, velhinho saudosista que sou acho infinitamente melhor a qualidade das gravações da década de 60 e 70 em relação aos dias de hoje
sobre a Big Brother concordo, o trampo da banda sem Janis não tem nada de interessante, isso é igual ao que acontece com o The Grease Band do Joe Cocker, se não escutou os discos da banda sem Joe escute, não diria que é ruim, mas tá longe de ter 10 % do brilho que possui com seus vocalistas…lhe digo uma coisa, com a qualidade de discos como esse fica difícil escutar qualquer banda dos dias atuais
sua analogia da vida da Janis com a capa do Robert Crumb foi brilhante, meus parabéns ! ! !
hahaha a Janis é impecável, assim como o mestre Cocker… é até injusto comparar trabalhos desse porte, mas é fato, depois de ouvir um Cheap Thrills fica complicado querer trocar de milênio, mas a vida segue, assim como as ideias analógicas desse LP.