Arte Bastarda e LVC se uniram para uma collab que é histórica sob diversos pontos de vista, uma junção que representa o lifestyle das ruas!
A relação entre moda e o lifestyle das ruas/cultura hip hop é algo intrínseco e nos últimos anos vem recebendo iniciativas muito importantes em Salvador. A Arte Bastarda já vestiu nomes como Djonga e Diomedes Chinaski. É como diria o poeta: “etiqueta viva”. Resultado de uma vida inteira dedicada à cultura e a vivenciar as ruas como espaço de intervenção artística e ocupação política.
É daí que nasce essa collab entre LVC e a Arte Bastarda, de um reconhecimento mútuo e da consequente visão da necessidade de unir o que no fundo no fundo é a mesma coisa: produtos de maloqueiros, feitos para maloqueragem. Sim, todos que estiverem lendo esse texto devem saber do que estou falando: grafite, pixo, rap, skate, punk e hardcore e etc, são atividades marginais.
Obviamente aqui, ao falarmos em maloqueragem, precisamos lembrar que sim, existem maloqueiros advogados, médicos, filmmaker, professores, empresários. É sobre um estado de espírito, é sobre uma certa forma de ver o mundo, não sobre julgamentos morais.
Nesse caso em específico é sobre dois caras que transformaram suas linhas de vida em linhas de arte e que buscam através de suas artes, manterem suas vidas. A Arte Bastarda e o grande LVC se uniram e lançam agora uma collab épica unindo no mesmo tecido muita historia, muito talento e caminhadas que podem ser reconhecidas por toda a cidade de Salvador! Procuramos a dupla para sabermos um pouco mais do que motivou e como ocorreu essa collab!
Entrevista:
Oganpazan: A quanto tempo a sua marca existe e como surgiu a ideia de fazê-la e o mais importante: onde podemos comprar as camisas e os produtos da Arte Bastarda?
ARTE BASTARDA: a Arte Bastarda existe desde 2010, quando iniciei produzindo as camisas do APOIO RAP BA. A marca surgiu depois de algumas tentativas de colocar algo que tivesse uma integração com todas movimentação do Life style das ruas. As nossas camisas podem ser encontradas na loja virtual, no Studio Doga Tattoo e na loja FREEMODE
Oganpazan: Como você avalia hoje o cenário cultural de Salvador no que se refere a cultura de rua, está melhor, pior, diferente, explique por favor?
ARTE BASTARDA: O cenário é emergente na questão do contingente de pessoas que estão produzindo, o me refiro em específico ao rap, onde tenho mais acesso, mas ainda sinto falta de um público que esteja realmente disposto a consumir o que os artistas locais tem a oferecer
Oganpazan: Vemos que algumas marcas fruto dessa cultura de rua apoiam iniciativas e artistas da cultura hip hop, do skate, isso tem trazido algum retorno? Como o público vê essa postura, e ele tem consumido mais a partir dessa aproximação natural?
ARTE BASTARDA: O lance de dar apoios e divulgar a produção local faz com que a marca se torne parte de tudo isso, cria laços familiares onde é inevitável não ver alguém usando uma camisa da ARTE BASTARDA, LCV, PRODUTO GUETO nos eventos de rap/hip Hop da cidade.
Oganpazan: Como surgiu essa aproximação entre LVC e Arte Bastarda, como vocês se conheceram? De onde e porque essa collab veio a tona?
ARTE BASTARDA: Nós da Arte Bastarda e o pessoal da LVC já nos conhecemos bem antes das duas marcas existirem, nos conhecemos nas ruas e compartilhamos de algumas vivências pela cidade. A collab surgiu do forma natural e súbita , quando percebemos que nosso público era o mesmo e alguns já estava fazendo essa collab de forma não autorizada.
Como vocês puderam notar, é muita caminhada, talentos múltiplos, e sobretudo um empreendimento da rua para rua, cultura de verdade, não um mero produto. Saca abaixo um clipe pesado reunindo umas cabeças caras do rap/trap BA, trajando as peças da Arte Bastarda!
– Arte Bastarda e LVC em uma collab histórica
Por Danilo Cruz
Danilo
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