Com data de lançamento para outubro, Ana Frango Elétrico dá o start para o seu aguardado novo disco com o single Electric Fish

Ana Faria Fainguelernt estuda música desde os 6 anos de idade, porém só com o lançamento de seu primeiro disco Mormaço Queima (2018), Ana Frango Elétrico se decidiu pelos estúdios e pelos palcos como local de exercício constante de criação. Poetisa publicada com o livro Escoliose – Paralelismo Miúdo pela Garupa Editora, é uma pensadora que incorpora as incertezas em seu trabalho, e apresenta muitas referências que não sobre determinam a recepção dos seus discos.
Com o lançamento de seu segundo disco, o aclamado Little Electric Chicken Heart (2019), Ana Frango Elétrico venceu prêmios como revelação pela Associação Paulista dos Críticos de Arte ainda em 2019. Em 2020, o disco recebeu muitas indicações em prêmios, incluindo o Grammy Latino, recebeu boa recepção da crítica e do público. E em 2022 passou a circular o país com esta turnê arregimentando corpos e mentes com um show pulsante, como o que tivemos a oportunidade de conferir no ano passado no Festival Radioca.
Ontem, seus seguidores do instagram foram surpreendidos com a capa de seu novo disco, “Me Chama de Gato Que Eu Sou Sua” é o título do seu próximo álbum e tem data de lançamento para o dia 20/10. Hoje, sem nenhum aviso prévio foi a vez do single “Electric Fish” aportar nas plataformas digitais de música. Musicalmente, o single desenvolve um caminho iniciado com a música/single “Mulher Homem Bicho”, composição da Ava Rocha, lançada por Ana Frango em 2020.
O novo single, Electric Fish é groove pesado, remetendo o ouvinte a trabalhos como os de Lincoln Olivetti, a timbres setentistas com reprocessamento oitentista e rememorações da Black Rio nos arranjos de metais assinados pela própria Ana Frango Elétrico junto a Marlon Sette. A composição é assinada por Bruno Cosentino, Sylvio Fraga e Márcio Buk.
O time de instrumentistas é pesado e traz o baixo de Alberto Continentino, Guilherme Lirio na guitarra, Sérgio Machado na bateria, Marcelo Costa na Percussão, Lux Ferreira pilotando os Synth e o Wurlitzer, Thomas Jagoda também no Synth e os metais de Marlon Sette (Trombone), Diogo Gomes (Trompete), Gilberto Pereira e Jorge Continentino (Sax, Flauta) e as backing vocals Dora Morelenbaum e ca.lucalu.
Se no aspecto formal os últimos dois singles da Ana Frango Elétrico, com a música Mulher Homem Bicho, e agora com o Electric Fish, nos embala no groove, no conteúdo das músicas, em sua poética e mesmo na escolha do título do novo disco, há uma importante reflexão sobre alteridade, devires e diferenças, em termos de construção de uma identidade não binária da própria artista.
Não por acaso, Ana Frango Elétrico tem utilizado bastante referências ao mundo animal: Zebras, “Me chama de Gato que eu sou Sua”, Electric Fish, Ana Frango Elétrico, Mulher Homem Bicho, a artista tem trazido para o seu trabalho o reino animal menos com um ímpeto taxonômico de busca por uma classificação de semelhanças e diferenças entre seres vivos, e muito mais na busca por afetos singulares, no campo do desejo antes da passagem mesmo para o campo da linguagem e de suas determinações binárias intrínsecas.
Daí que em sua “zoologia” muito particular ela nos remete para um pensamento estético, político e ético em ritmo de alegria e festa, onde talvez se possa conceber os corpos em liberdade, sem definições prévias de enquadramentos extrínsecos ao desejo.
Com “Electric Fish”, Ana Frango Elétrico abre lá em cima os trabalhos para o seu novo disco, deixando no ouvinte um gostinho de quero mais. Outubro é logo ali!
-Ana Frango Elétrico lança “Electric Fish”, primeiro single do seu novo disco!
Por Danilo Cruz
Danilo
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