Nani Coimbra saiu pra mais um rolê pela noite goiana e acabou tendo mais um encontro com a música.
Saí na noite de sexta feira do dia 5 com meu companheiro para um vale-night, já que minha sogra ficou com nossa filha de 3,5 anos para que pudéssemos ir pro “regue” como se diz em Salvador. Somos forasteiros no planalto e são raras as oportunidades que temos de frequentar a noite goiana. Depois de parar em alguns bares, encontramos um bar bem bacana, que já estava fechando, onde conhecemos uma outra forasteira de Porto Velho – RO. Trocamos um papo bem legal e ela, meio sem graça por ter que informar que iam fechar, olha pra gente com uma sinceridade bem legal e diz: – Olha, sem querer estereotipar nem nada, mas assim, pelo estilo de vocês (jaqueta de couro e botas) acho que vocês vão gostar do festival que está rolando no Oscar Niemayer. Daqui a pouco vai rolar o Sepultura”. Eu, louca, que flertei com o Metal durante um tempo em SSA, pirei. Meu companheiro olha pra mim e diz “E ai, Bora lá?”. Como assim?
Busca rápida nos aplicativos de trânsito…nada de blitz, ufa! Pegamos as jaquetas, umas long necks e fomos.
Chegamos no Centro Cultural Oscar Niemeyer por volta de 23h. Olhamos os cartazes e se tratava do Goiânia Noise em sua 22ª edição. Estava no palco Black Alien. Nunca tinha ido ao show do cara. Fiquei boquiaberta a maior parte do tempo. Versos animais, politicamente engajados, ritmicamente dançantes.. ninguém ficou parado. O que mais me surpreendeu nesse show foi a presença de uma tradutora de libras que traduzia todas as letras simultaneamente.
O Centro Cultural Oscar Niemeyer, fica um pouco fora da cidade. É um espaço muito bom pra show, realmente. Embora de difícil acesso pra quem chega de buzú. Tudo muito bem distribuído, “lojinhas underground”, venda de bebidas e banheiros muito bem dispostos de modo que não pegamos fila em momento algum. E olha que tinha gente! Outro ponto positivo foi a organização do festival em dois palcos, um ao lado do outro. De modo que o “Valeu, Goiânia!” de um, era imediatamente seguido do “Boa noite, Goiânia!” do outro.
E foi assim que o Sepultura abriu as cortinas. Daí em diante a próxima hora foi de puro entorpecimento. Quem acha que ouvir Metal se reduz a bater cabeça nunca foi a um show do Sepultura. Você não fica parado. E o ritmo entra pelos pés. Sim, companheiras e companheiros, pelos pés! Você começa dando aquelas batidinhas como quem não quer nada e quando a bateria “trash” começa a incendiar aí você perde passo, ganha outro ritmo e literalmente se entrega ao som. Barulho? Sim, barulho, muito barulho. Mas um barulho tão harmônico, que você pode “ler” cada instrumento separadamente em sua força, em seu preciosismo de execução (guitarras !!!!) e sua inovação em velocidade (bateria!!!).
O festival ainda aconteceu nos dias seguintes, 6 e 7 com nomes conhecidos como Nação Zumbi (Pe), Retroguetes (Ba) e Matanza (RJ) e uma galera do rock goiano que ainda aguardo ansiosamente para conhecer.
Até o próximo vale-night! Fiquem com as fotos e vídeos!
Carlim
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