Odetta Hartman lança seu segundo disco, Old Rockhounds Never Die (2018) uma mistura de country, pitadas de soul e experiências eletrônicas!!
Já no seu segundo disco lançado, Odetta Hartman é a mais pura novidade para nós, que até pouco menos de dois dias, não sabíamos da sua existência. Se você como nós, chegou aqui zerado de informações sobre essa jovem artista, parta para os seus ep’s: Tally Marks (2012) e Bark (2014). Ouvindo esses dois disquinhos, certamente você será convencidx de que estamos diante de um boa cantora, mas sobretudo de uma jovem artista inquieta.
Odetta Hartman possui formação incompleta de violinista clássica, desde que sua mãe lhe comprou uma guitarra. E desde o ensino médio Hartman vem escrevendo canções, já experimentou no primeiro Ep com o country-folk e flertou com soul-funk no segundo – entendeu o inquieta?. Ao longo de sua carreira Odetta Hartman tem negociado com diversos estilos musicais, incorporando facetas de todos eles, do psych rock a eletrônica, onde tem construído junto a seu parceiro, o produtor Jack Inslee, digamos que sua base rítmica e vem formando uma rica paisagem sonora.
Passeando do alt. country ao soul, esses primeiros trabalhos da Odetta servem-nos muito bem para nos preparar para o que vem pela frente, nesse seu segundo disco. Pois, mesmo em pouco tempo, tendo ouvido com atenção seus trabalhos anteriores é possível notar a progressão de suas experiências musicais, fruto de sua inquietude e parceria com o produtor Inslee.
Seu disco de estreia, o delicioso 222 (2015), já nos apresenta com mais consistência seus experimentos folk com a música eletrônica, e a experiência de incluir sons esquisitamente orgânicos. A doçura da voz de Odetta é um espetáculo muito bonito e genuíno de se ouvir, mas a artista não se prende a esse aspecto de sua arte. Prefere antes, buscar a produção de novas experiências auditivas para o seu público.
E é exatamente isso que o seu novo disco no apresenta, Old Rockhounds Never Die (2018) é a radicalização estética do caminho aberto por seu disco anterior. Inslee e Hartman conseguem produzir um disco todo eivado de experimentações sem soarem experimentais demais. É estranho eu sei, mas ao ouvir o disco você não se dá conta de que está ouvindo torneiras abertas ou chaves num radiador, por exemplo.
Se por um lado fica-nos evidente que não estamos escutando algo comum, por outro a inteireza estética nas colagens das gravações não lhe deixarão estar conscientes dos métodos usados nas gravações. Restando-nos apreciar o trabalho como um todo indivisível, onde as melodias e as letras, os sons inseridos e as bases rítmicas formam uma unidade.
O trabalho do produtor Jack Inslee, é muito fino nesse sentido ao inserir as batidas eletrônicas e as gravações junto ao banjo, violino e guitarra acústica tocadas pela multi-instrumentista Odetta Hartman. Sua voz como dissemos é um experiência de beleza pura para os ouvidos, e composições singulares como “Misery”, são um verdadeiro remédio contra qualquer crença não justificada contra a inventividade no cenário musical atual.
Um lançamento que vale muito a pena para todos que procurem novas experiências musicais, Odetta Hartman é uma jovem cantora, compositora e multi instrumentista que é já possui uma carreira relevante. Aqui no Brasil, pelo menos dentro do nosso círculo de contatos, não tínhamos ouvido falar, mas já segue desde já como uma artista para quem nossa atenção estará direcionada!
Deixamos aqui o link para a audição do disco, e abaixo uma apresentação da garota, de duas músicas presentes no excelente Old Rockhounds Never Die (2018).
Danilo
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