MC Taya se une a Marina Gasolina e DJ Chernobyl num single provocativo.
Lançado em março de 2025, Broxa Reptiliano é um encontro provocador e criativamente afiado entre três nomes com trajetórias distintas, mas complementares: MC Taya, expoente de uma nova geração de vozes femininas no rap; Marina Gasolina, conhecida por sua atuação transgressora no Bonde do Rolê e por sua carreira solo internacional; e o veterano DJ Chernobyl, referência na produção de funk e música eletrônica desde os anos 2000.
Com pouco menos de dois minutos de duração, a faixa não perde tempo: dispara um ataque direto, debochado e repleto de ironia aos códigos de masculinidade tóxica. O título — “Broxa Reptiliano” — já aponta para um imaginário conspiratório satírico, que mistura delírio, deboche e crítica social. A letra, carregada de humor ácido, confronta o ego masculino, especialmente aquele sustentado por discursos machistas, com versos rápidos, cortantes e bem colocados.
A produção de DJ Chernobyl combina batidas secas e um groove eletrônico abrasivo, criando um pano de fundo que valoriza a performance vocal das duas MCs. O beat é simples, mas eficiente — um loop pulsante que sustenta a intensidade da faixa sem distrações. Marina Gasolina traz sua irreverência vocal característica, enquanto MC Taya exibe firmeza e personalidade em cada linha. O diálogo entre elas é menos um dueto e mais um manifesto em estéreo.
Visualmente, a faixa ganha força com o clipe oficial, disponível no YouTube, que reforça a estética trash-pop do projeto. Com cortes rápidos, figurinos exagerados e referências a filmes B e cultura cyberpunk, o vídeo amplia a crítica da música para além do som, criando uma peça audiovisual que ecoa os excessos do presente.
Broxa Reptiliano não é só mais uma faixa dançante com pegada debochada. É um gesto de afirmação criativa que, mesmo em sua brevidade, deixa claro o recado: rir é uma forma de resistência — e fazer música com humor é, também, um ato político.
Ao transformar o grotesco em potência, MC Taya, Marina Gasolina e DJ Chernobyl nos lembram que o pop, o funk e o rap seguem sendo espaços legítimos de invenção e subversão.
