Diomedes Chinaski & Vandal: Feliz Resistência Nova! TIRASUAPAZH Não amanhecemos em 1964, chegamos em 2019 e nossa luta é a mesma de sempre!!
https://www.youtube.com/watch?v=2shbq8hSeq0
O projeto que hoje ganha um novo folêgo em nosso país é o mesmo de sempre, não podemos ter dúvidas disso. Hoje toma posse um fantoche que reúne todas as aspirações que os homens médios do nosso país e a nossa elite iletrada e submissa sempre buscaram manter.
Entendemos que durante pouco mais de uma década algo se desenhava, mesmo que com poucos traços, em possibilidades melhores para os nossos. Mas a tela foi cagada, rasgada, e as poucas linhas que nos permitiam algum espaço de movimentação social, hoje começam a ser apagadas.
Mas não retornamos para 1964, não sonhemos com o DOPS, precisamos começar a entender quais serão as novas formas de tortura. Precisamos entender que aquela marionete que hoje se instala, é apenas isso: uma marionete. Sendo assim, nossa luta de hoje em diante é com as cordas que o fazem se movimentar e sobretudo na identificação de quem manipula seus movimentos. Uma resistência nova precisa se instalar a partir de hoje, com novas criações e outras visões, novos afetos, o mesmo de sempre, alegria e amor.
Por isso acordei hoje ouvindo você, afinal desde 2017, você vem batendo nessa mesma tecla, outros também bateram, e são nossos aliados, mas você assumiu dentro do rap nacional, o papel de linha de frente. Em música e nas redes sociais, foram muito poucos que fizeram de suas vidas um combate constante a toda a merda que vinha se desenhando.
Em novembro, ainda meio atordoado pelos nossos temores terem se confirmado, estava esse que lhe escreve indo dar aula a noite, e ouvindo Ressentimentos II (2017). Os poetas são sempre os primeiros a produzir as visões que precisamos entender, e ouvindo seu disco, ouvi Miró da Muribeca, esse louco que amamos, esse homem que vive a febre do rato diuturnamente.
“Uma casinha branca lá no alto da montanha, e eu perguntando quem mora lá/ um homem na BR olhando pro nada/ uma mulher com um saco de capim na cabeça e o sol estralando na suas costas/ e os politicos dando as costas.”
Irmão, não foi sempre assim? Não fomos sempre esses homens, e essas não foram sempre nossas mães e mulheres? Perceba que a nossa luta é a mesma de sempre, seja Marighella ou seja Zumbi, seja Jorge Ben ou Racionais, apesar das diferenças, é sempre a resistência que se faz necessária em nosso país. E na sua àrea é necessário continuar enrabando a indústria a qual você está submetido, pois como disse o poeta Vandal, não existe nordeste no topo e não existe preto no topo.
O banquete que nos está posto, é de cocadas de sal daqui por diante, mas nós é vida crua e não temos medo da morte, estamos aprendendo a morrer todos os dias. Vamos seguir rompendo os limites que nos impõem, somos minoria apenas qualitativamente, e eles nos combatem pois sabem que somos maiores. O que eles odeiam, nós abraça e junta. Eles odeiam o conhecimento, eles odeiam as mulhers, os LGBTQ, eles odeiam pretos e os indigénas. Vamos manter a luta, por que nõs somos a luta, não possuímos saída pois nossos corpos são os alvos, sempre foram.
Teremos 24 horas de Liberdade todo dia, pois somos livres, e amar nossas mulheres pretas será o nosso ethos contrário aos playboys brancos no poder. Com isso não quero dizer que seremos carinhosos e assimiláveis, pelo contrário, é preciso colocar na luz quem é capaz de dar uma perpétua neles. Desses que aí estão, somos alemão, seremos sempre alemão.
Depois de Disscanse em Paz e Tirasuapazh, 24 horas de Liberdade é necessário pra começarmos bem o ano. É o que estou fazendo agora, que se foda essa posse, eles sempre foram os donos. Façamos amor, e nos reenergizemos, pois será um ano de luta, serão quatro anos de resistência, pelo menos.
Façamos nossas trincheiras e a minha hoje passa por sua música, pela do Vandal, por Nego Gallo, Nova Era, D2, BK e Don L. São os sons que dominarão nesse feriado fúnebre, onde o novo ano recebe a mais baixa dominação estatal que se tem notícias. Hoje meu dia é latão e os que me farão resistir, que me darão forças para atravessar esse deserto que se instaura. Pois possuem a força artistica necessária para povoar esse deserto, pera aí que vou beijar minha preta, pois amar é para os fortes.
https://www.youtube.com/watch?v=etbZSiqJqik
Danilo
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