Seja de terninho depois da reunião do trampo, de chinelo havaiana voltando de um rolê na avenida paulista ou correndo até o ponto de ônibus por que o busão saiu e você vacilou, não importa! A malandragem das ruas sempre estará presente.
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| Foto: Leonardo Cinefoto Colapso |
Afrodisia: cuidado com o vão entre o trem e a plataforma, o quinteto não se responsabiliza pelos corpos que swingarem à frente da faixa de segurança desde o dia 09 de agosto.
Line Up:
Eder Hendrix (guitarra)
Fábio Albuquerque (bateria)
Reinaldo Soares (trompete)
Rob Ashtoffen (baixo)
Felipe Bertoni (bateria)
Vinicius Chagas (saxofone)
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| Arte: Luciano Thomé |
Track List:
”Free Beise”
”Afrodite”
”Double Face”
”Oro”
”Xá”
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| Fotos: Rui Alves |
Um coletivo de pessoas que ficaram de sol à sol pelas ruas atrás de um ”mojo working” que definitivamente está impresso nesse disco. São apenas 5 faixas, só que cuidado com este ”apenas”, pois o resultado final compila cerca de 30 minutos instrumentalmente jazzísticos. Um conjunto de ideias envolventes e o mais importante: originais.
É um daqueles discos que abre a mente do grande público e mostra que existe sim muita coisa rolando, basta apenas olhar ao redor ao invés de ficar atolado no celular enquanto seu corpo anda pelas ruas. Afinal de contas o Chaiss pode estar mandando um ”Free Beise” e eu garanto, nenhuma mensagem vale o risco de ignorar as linhas ácidos do quinteto.
Produzido pelo próprio combo e o Selo 180, ”Afrodisia” surge com uma masterização soberba. O reverendo José Vitor Torelli captou a essência da banda e conseguiu mensurar todas as linhas cristalianas que os caras emanam, só que com uma fidelidade impressionante, aqui, assim como num show ao vivo, escuta-se tudo e muito bem.
A clareza sonora é a palavra de ordem para apreciação do DNA de música negra que ao som desses caras, possui sangue azul. A dobradinha ”Brecker Brothers” entre o trompete do Reinaldo Suares e o sax de Vinicius Chagas é fervilhante. Rob parece ter todas as repostas no slap e a bateria de Bernote é a síncope motriz de toda essa viagem, isso sem desconsiderar a guitarra de Eder Hendrix e toda experiência de seu Black Power e riff’s.
Aqui não existem limites, a experimentação flui com grande naturalidade e a força do som é latente desde a combustão jazzística da faixa de abetura. ”Free Beise” (jam que conta com Fábio de Albuquerque na bateria), é o tema que inicia a fritação e estabelece o fluxo criativo de maneira contínua. Brincando com climas em ”Afrodite” como se fosse a coisa mais fácil do mundo e demonstrando um feeling diferenciado para atiçar os quadris da população com o Acid-Jazz de ”Double Face”.
Apostando na força do momento e seu caráter orgânico como revolução filosófica, sem esquecer dos quase dez minutos de maturação sonora na maior composição do disco (”Oro”), e seu belo (e ao mesmo tempo) triste fim com o encerramento cascudo de ”Xá”, nota-se que estamos ouvindo uma jam fora da curva.
Fique ligado nesses caras, o primeiro disco saiu faz pouco tempo, sei disso, mas o segundo já pode estar sendo tocado na rua e você está aí, vacilando. Free your and the Jazz-Funk will follow. O disco é tão louco quanto a arte do Luciano Thomé, prepare o capacete, pois as camadas de sax e trompete não esperam para sobrevoar sua cabeça. Depois do play não existe possibilidade de retorno, um brinde ao Free Jazz.
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