O artista paraguaio Altamirano é dono de uma carreira imensa, e acaba de lançar o seu mais recente trabalho, Retrofuturismo, conheça!

Se existe alguém que possa transformar a diversidade em uma sinfonia coesa, esse alguém é Patrick Altamirano. Esse paraguaio não só transita entre estilos musicais com a destreza de um acrobata em trapézios invisíveis, como também infunde suas letras com o sabor trilingue da tríplice fronteira. Rock, Hip Hop, funk, reggae, cumbia – Patrick faz tudo isso soar como uma conversa íntima entre velhos amigos.
Esse alquimista musical, em 2024, escreveu mais uma página de sua história com o álbum Retrofuturismo, uma verdadeira joia do futuro no presente. Altamirano nos apresenta um disco que é uma verdadeira odisseia musical em 10 capítulos. Mas não é só música, é uma história épica que nos pega desde o primeiro acorde e não te solta até o último beat.

Antes de dar esse salto no Retrofuturismo é preciso contextualizar a jornada do paraguaio e lembrar da sua icônica banda, Revolber Fx. Eu conheci o trabalho guarani através da trilha sonora do filme 7 Cajas (dirigido por Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori e lançado em 2012). A banda Revolber FX cantou o tema “Huye Hermano” (algo como: “Foge Mano”). Daí em diante me encantei pela banda, sua discografia e letras que misturam o espanhol, guarani e português em uma sonoridade que vai do rock ao rap passando pelo reggae e ritmos paraguaios.
Revolber FX: A Revolução Musical do Paraguai
A banda nasce na fronteira tripla entre Paraguai, Argentina e Brasil. A mistura explosiva de culturas e sons se funde para criar algo único. Originária de Ciudad del Este, o Revolber FX se destacou pela diversidade linguística da região com letras cantadas em castelhano, guarani, jopara e português, refletindo a diversidade linguística da região.
Vale lembrar que se estima que cerca de 10 milhões de pessoas falam o idioma guarani, principalmente no Paraguai, Brasil, Argentina e Bolívia. A fala guarani é o idioma oficial do Paraguai, ao lado do espanhol (castelhano). Na divisão cotidiana o paraguaio utiliza o guarani para externar coisas da alma e o espanhol para coisas do mundo, mas as duas falas coexistem e são entendíveis por nossos vizinhos e até se fundem para a criação de um dialeto chamado jopara. Em guarani, jopara significa mescla e justamente se dá a essa mistura dos dois idiomas oficiais do Paraguai.
O Revolber FX foi formado por Rolfi Gomez (teclado e voz), Juanpa Ramirez (baixo), Sergio Medida (bateria), Jorge Pflugfelder (guitarra) e Altamirano (samples, FX e voz) e iniciou sua jornada em 1999, inspirada pelo álbum “Revolver” dos Beatles, porém o nome da banda também carrega um toque de ironia, já que Ciudad del Este era conhecida pelo tráfico de armas. Com o tempo, a banda adicionou o “FX” para simbolizar seus efeitos especiais musicais, sua verdadeira arma.
-Leia nossos artigos e resenhas sobre a obra do gênio Jorge Ben
A música da Revolber FX é um verdadeiro caldeirão cultural e exemplificação do verdadeiro som de fronteira. Do lado paraguaio as influências vêm de Maneco Galeano, Oscar Nelson Zafuan e Deliverans; da Argentina a inspiração é Los Redonditos de Ricota, 2 Minutos e Los Cadillacs; e do lado brasileiro os heróis são Jorge Ben, Planet Hemp e Titãs. Esse mix cultural se reflete nas composições da banda, que são como uma feijoada com chipa guazu e parilla – uma fusão de sabores e ritmos.

Fazer música no Paraguai é uma aventura. Apesar das dificuldades, como as duas grandes guerras (Tríplice Aliança e Chaco), a ditadura mais longa da América do Sul e a corrupção, a Revolber FX persevera. A banda viveu uma verdadeira primavera cultural e lançou sete álbuns durante o período em que esteve em atividade, de 1999 a 2018. O debut foi o disco Kasero, Sucio y Barato (1999) e o título já diz tudo: é cru, é real, é paraguaio até o osso. As músicas trazem uma mistura única de rock sujo e letras sinceras, refletindo a realidade das ruas de Ciudad del Este.
Em 2004 foi a vez de Kai’monomacaco, um álbum que mistura três idiomas num só nome: ka’i (guarani), mono (espanhol) e macaco (português). Essa salada linguística é a essência da Revolber FX, que não tem medo de misturar tudo o que encontra pela frente. O álbum é um grito de guerra cultural, trazendo riffs poderosos e uma percussão que parece um coração batendo acelerado. É o tipo de som que te pega pelo colarinho e te joga na pista de dança, sem pedir permissão.
O ápice, a meu ver, veio em 2008 com o genial Sacoleiro Mágico em uma homenagem ao famoso contrabandista das fronteiras, aquele cara que faz mágica com mercadorias. Mas aqui, a mágica está na música. As faixas são cheias de vinhetas e interlúdios que te fazem sentir como se estivesse numa feira livre, com vendedores gritando ofertas e uma energia caótica no ar. A banda mistura elementos de Hip Hop, funk dos anos 70 e um toque de psicodelia, criando um som que é ao mesmo tempo nostálgico e futurista. É como um passeio de barril pelas Cataratas de Foz, que te deixa querendo mais.
Chegando em 2013 o grupo lança Amoto Lado B, um trabalho que celebra o submundo da música, o lado underground que a Revolber FX tanto ama. “Amoto” é uma palavra do idioma jopara, misturando guarani e espanhol, significando “lá”, o lugar onde a banda se sente em casa. O álbum é um manifesto sonoro contra a mainstream, com letras afiadas e uma produção que abraça o improviso e a espontaneidade. É como se a banda estivesse te convidando para um show secreto numa garagem qualquer, em um porão íntimo, onde o visceral realmente acontece.
Em 2015 o Revolber FX fez uma ode ao público brasileiro com o EP Marangatú Rapai. Com letras em português, a banda explora novas sonoridades e cria uma ponte cultural entre o Paraguai e o Brasil. “Marangatu” significa espírito, luz, alma em guarani, e “Rapai” é o apelido carinhoso para os brasileiros. O EP é uma viagem tranquila pelas praias brasileiras, com uma vibe mais relaxada e melodias que te fazem querer pegar a estrada e explorar novos horizontes.
O último trabalho dos paraguaios foi a collab com Neil Fraser, músico de dub de Georgetown, na Guiana e mundialmente conhecido pela alcunha de Mad Professor. O EP Mad Professor vs Revolber FX (2015), álbum de remixes, é uma batalha sonora entre o reggae/dub de Mad Professor e o rock/rap/reggae da Revolber FX. O resultado é uma mistura de ritmos pulsantes e baixos pesados, com efeitos sonoros que te fazem sentir como se estivesse numa festa underground em Kingston. É uma colaboração que mostra a versatilidade da banda e sua capacidade de se reinventar a cada lançamento, mesmo com releituras de seus clássicos.
Em 2018 o Revolber FX anuncia o seu fim, mas não sem antes deixar registros em DVD. Em 2010, gravaram o “Live in Tacumbú” na penitenciária de Tacumbú, uma das prisões mais perigosas da América do Sul. Inspirados no clipe “Saint Anger” do Metallica, a banda passou oito horas sem contato com o mundo exterior, resultando em uma experiência única e intensa. Em 2011, lançaram o documentário “Um Revolber en la Chaca”, filmado na favela paraguaia “La Chacarita”, mostrando a realidade e a cultura da comunidade.
Altamirano: Um Joparaparlante

Com o fim da banda, Altamirano segue para voo solo e consagrou seu título de alquimista musical com um verdadeiro “jopará sonoro” que reflete a rica tapeçaria cultural dessa região. Seu projeto solo, que começou em 2022 com o álbum Joparaparlante, é um testemunho dessa fusão. Patrick se reinventou. E como se reinventou! Joparaparlante não é apenas um álbum; é um manifesto musical que celebra a diversidade e a unidade cultural.
Imagine a já conhecida mistura explosiva de música e cultura, com uma pitada de humor e um toque de ousadia. É assim que Altamirano apresentou Joparaparlante, um álbum que é praticamente uma viagem sonora pelas ruas e esquinas da Tríplice Fronteira. Um exemplo é a faixa “Vagabundo”, um tributo esperto ao clássico “Soy un Vagabundo” de Luis Alberto del Paraná. O objetivo? Despertar o interesse das novas gerações sobre a rica história musical do Paraguai e homenagear esse ícone que levou a música paraguaia para o mundo. Se isso não é um movimento de mestre, eu não sei o que é.
Em Joparaparlante, Altamirano se uniu a uma equipe de músicos talentosos para criar essa obra-prima. Com Rolfi Gómez na produção e teclas, Alejandro Favián nas teclas e baixos, e Redemm na produção artística de dois temas, o álbum é uma mistura perfeita de criatividade e técnica. Giovanni Domínguez, DJ Loopnatic e o Professor Blas Servín também dão sua contribuição, adicionando uma camada extra de complexidade e sabor ao trabalho.
Patrick Altamirano não é apenas um músico; ele é uma verdadeira força da natureza. Além de sua trajetória com a banda Revolber e seu trabalho nas trilhas sonoras de filmes como “Los Buscadores” e “La Chiperita”, ele é co-apresentador do programa de rádio “Hasta que la radio nos separe” na HEI 91.9. E para quem acha que ele se limita à música, vale lembrar que ele também se destaca no stand-up com seu humor afiado e irreverente.
Patrick é muito mais do que um músico; é um contador de histórias. Compositor, produtor, comunicador – este homem é uma verdadeira usina criativa. Como ele mesmo diz, duas palavras o definem: aprendizado e resiliência. Talvez por isso suas letras sejam tão profundas, ressoando com a sabedoria de quem viveu e aprendeu com cada momento. Em uma entrevista concedida a Laura Ruiz Díaz para a revista Pausa, Altamirano nos conta sobre sua infância musical. “Desde muito pequeno, mamãe e papai nos faziam ouvir todos os tipos de música, desde folclore e samba, até rock progressivo”, lembra ele. Não é de admirar que sua música seja uma fusão de tantos estilos diferentes. Com família espalhada pelo Paraguai, Brasil e Argentina, ele carrega essa mistura em seu DNA. “É inevitável que em tudo o que eu faço tenha uma tendência a misturar, a fusionar. Isso é algo que levo no meu sangue,” diz ele.

A Jornada do Retrofurismo
O passado está na moda e o futuro parece estar logo ali na esquina. Em um mundo onde roupas vintage são tendência e séries de TV brincam com o tempo. É nessa pegada que chegamos em 2024 e o novo trabalho de Patrick Altamirano, o já citado disco Retrofuturismo.
Essa jornada heroica se apresenta em dez capítulos, ou seja, dez faixas com o DNA paraguaio da tríplice fronteira, com a habilidade de misturar jopara e português como se nada fosse, nos levando em uma odisseia inspirada por Joseph Campbell. Mas, diferente da típica narrativa machista do herói, Altamirano destaca que, em sua história, o gênero do protagonista não importa.
Lembre-se: Altamirano não é apenas um músico, é um contador de histórias nato. E essa saga se inicia com “Santa Capadoccia”, e esse primeiro capítulo denota suas raízes e origem, a viagem começa com os beats com riffs de guitarra orgânica do produtor YxYx. É um santuário pessoal e coletivo, uma metáfora perfeita de como este álbum é tanto introspectivo quanto universal. Um rock que é como uma releitura de “Jorge da Capadócia”, de Jorge Ben Jor, lançada no álbum Solta o Pavão, de 1975.
O capítulo dois dessa odisseia é a autoafirmação com a faixa “Soy”. Aqui Altamirano celebra sua identidade e individualidade, declarando com força e convicção: “Soy um fuzil que dispara flores”. A faixa é um hino à autoaceitação e ao empoderamento, convidando-nos a abraçarmos nossa verdade interior sem medo ou hesitação. Em outras palavras e, parafraseando Racionais MC’s: somos o que somos.
O capítulo três remete a um novo começo com a canção “Comienzo del Fin del Mundo”, onde entramos em um momento de reflexão sobre o fim de ciclos e a inevitabilidade da mudança. A letra poética de Altamirano nos convida a encarar o fim não como um final, mas como um portal para um novo começo, cheio de possibilidades e oportunidades. Destaque para o beat nostálgico e futurista muito bem acompanhado de scratches que riscam a alma.
A transformação é o tema do capítulo quatro da odisseia Altamirano. Aqui o paraguaio utiliza a música colombiana, mas que tem grande força em solo guarani, e reforça sua latinidade. Em “Cumbia Todo Cumbia”, a cumbia, ritmo vibrante que pulsa em toda a América Latina, se torna um símbolo de resistência e transformação. Aqui, a letra em declaração de amor ao sonho paraguaio ressoa forte, e nos lembra que, embora tudo mude, algumas coisas continuam iguais.
A música de número 5 é “Joparajam” e essa jam é com ninguém menos que Lúcio Maio, guitarrista brasileiro e membro fundador da banda Chico Science & Nação Zumbi. Essa track é uma explosão de energia pura, com Altamirano dividindo os holofotes com o malungo, juntos, eles criam uma jam instrumental eletrizante que transcende fronteiras e nos convida a celebrar a união cultural. Basicamente o que o Manguebit propôs no início dos anos 90, é mirar no passado para acertar no futuro: retrofuturismo!
No capítulo seis temos o diálogo entre gerações. Em “Da Da (+ Esencia – Aparencia)” Altamirano se une a nova geração do rap paraguaio com as chicas do duo Kuña Street. A faixa é um diálogo intergeracional vibrante, onde passado, presente e futuro se entrelaçam em um ritmo contagiante.
Em “Yemanyá”, Altamirano presta uma bela homenagem à divindade do mar e, de quebra, às religiões de matriz africana. Yemanyá é símbolo da força feminina e da maternidade. A melodia suave e a letra profunda nos transportam para um universo de paz e conexão com o sagrado feminino.
Partindo para os capítulos finais, o de número oito é um interlúdio em forma de emocionante tributo. “Por Itaembé Costa Con Ramon Mendez Conocí Al Abuelo” é uma homenagem às raízes do artista. A participação especial de Ramon Mendez enriquece a faixa com uma aura de ancestralidade e conexão com o passado.
A faixa nove é o chamamento para um novo começo. Em “Alt+F4”, Altamirano utiliza a metáfora do atalho Alt+F4 para representar um recomeço, um novo começo. A faixa é dançante e poderosa e nos convida a deixar para trás o que não nos serve mais e seguir em frente com a mente aberta e o coração cheio de esperança.
-Leia no site resenhas e artigos sobre o Marcelo D2
Por fim, o capítulo final sobre aceitação e celebração. O álbum culmina com “Ya Está, Ya Fue (Mi Laiá Laiá)”, um convite à aceitação do passado e à celebração do presente. O subtítulo “Mi Laiá Laiá” é inspirado em música de Marcelo D2, “Pode acreditar (Meu laiá laiá)”, que por sua vez é inspirada em samba de Martinho da Vila, “Meu Laiá Raiá”, e todas essas músicas têm em comum uma análise do passado para situação do presente. Aqui Altamirano no traz a reflexão sobre abraçarmos o que temos e seguirmos em frente com uma visão crítica e construtiva, construindo um futuro melhor para todos.
Retrofuturismo: Uma Obra de Arte Atemporal
Retrofuturismo é mais do que apenas um álbum; é uma jornada musical épica que nos convida a refletir sobre nossa identidade, nossas raízes e nosso lugar no mundo. Através de melodias contagiantes, letras poéticas e colaborações excepcionais. Altamirano consegue unir o melhor de ambos os mundos, o analógico e o digital. “Na minha idade, eu me conecto com coisas do passado e do presente. Acho fantástico poder unir os dois tempos com a tecnologia de hoje”, diz Patrick. Esse enfoque permite que o álbum tenha um toque orgânico, mas com um acréscimo sintético que o torna único.
A criação coletiva também é destaque em Retrofuturista e como em toda jornada heroica, Altamirano não está sozinho. Marcelo Soler cuida da produção, e Alfredo Galeano dirige o projeto audiovisual que acompanha os dez capítulos. As ilustrações de Marcos Cubas e as contribuições de artistas como Robert Bernal, Lucio Maia, Christian Kent, Kuña Street, Alejandro Favian e Blaya enriquecem ainda mais esse projeto. A banda retrofuturista, com Marcelo Soler na bateria, Midiman nos coros, Alejandro Favian nos teclados e acordeão, Rolfi Gómez nos teclados, Seba Centurión nas guitarras e Juampa Giménez no baixo, dá vida a cada canção. A mixagem e a masterização, nas mãos de Carlos Dentice e Juan Romero respectivamente, garantem que cada detalhe sonoro brilhe.
Retrofuturismo é mais que um álbum; é um lembrete do agora. Um lembrete de que só temos o presente para gerar mudanças. “O disco é um lembrete de que estamos sonhando com o futuro constantemente e, de repente, podemos celebrar e debater o passado, mas o único que temos é o hoje”, manifesta Altamirano. E conclui com sabedoria: “Busco melhorar e apontar para o mais alto, sempre consciente de que é um caminho”.
Enquanto navegamos pela voragem do mundo moderno, Altamirano nos convida a parar um momento, aproveitar o agora e usá-lo como trampolim para um futuro melhor. Com Retrofuturismo, não apenas ouvimos música; vivemos uma experiência, uma jornada que nos lembra que, embora o futuro seja incerto, o presente é tudo o que realmente temos.
-Patrick Altamirano: O Maestro das fronteiras e um lembrete do agora em Retrofuturismo
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