Don L faz a sua própria revolução em CARO Vapor – qual a forma de pagamento? em suas 15 músicas, com várias influências e questões!

Don L: “Eu só quero pagar o preço do que eu quero ser […]Pra mandar o mundo se fuder”
Don L sempre chega surpreendendo o cenário, isso é um fato mas do que mero incenso. São 12 anos de distância e transformações em escala global, que separam o Don L – hoje um MC consolidado como um dos maiores da história brasileira – de Caro Vapor/Vida e Veneno de Don L, sua primeira mixtape solo. Se recuarmos um pouco mais, serão quase 20 anos desde sua aparição meteórica no cenário do “eixo” com o Costa a Costa e o clássico Sexo, Drogas e Violência de Costa a Costa, lançado em 2007.
Com duas promos lançadas em 2011 e 2012, preparando a sua primeira mixtape, Don L vem construindo uma discografia que poderíamos chamar de labiríntica, seguindo um “fio de Ariadne” através de problemas e questões. Longe de se ancorar em fórmulas prontas, como muitos de seus contemporâneos, antecessores e predecessores, o artista sempre se apresenta arrisco, iconoclasta e revolucionário.
Atualmente, Don L tem uma trilogia em andamento com os dois volumes já lançados de Roteiro Pra Aïnouz Vol. 3 (2017) e Vol. 2 (2021). Confesso que quando vi a notícia de um disco dele para este ano, pensei na conclusão dessa trilogia, porém não foi isso que recebemos do artista. CARO Vapor II, qual a forma de pagamento? chegou nas plataformas de streaming nas últimas semanas contando com 15 músicas, produção do próprio Don L junto a Iuri Rio Branco na maior parte das faixas e junto do Nave em duas músicas.

Do niilismo ativo presente do primeiro Caro Vapor/Vida e Veneno, e de resto em todo o seu trabalho, neste novo disco Don L vai além. Incorpora o melhor acabamento de suas “velhas ideias”, com parte da fabulação revolucionária de Roteiro Pra Aïnouz Vol.2, alcançando assim um disco que analisa profundamente “as cafetinagens da sua, nossa vida atual”.
O artista descortina as simulações e os simulacros, as pretendidas boas cópias assimilacionistas de elos amarelos, o rap consciente tornado mera mercadoria para a classe média branca em nosso país como o novo samba para a zona sul carioca. Don L não finge ser o “Novo” vivendo fora da Matrix, mas antes coloca sua visão poética a serviço do que realmente pode vir a ser, enfrentando problemas complexos com ideias complexas. O que com certeza pode ser uma barreira para muitos.
“Sem forma revolucionária, não há arte revolucionária” Vladimir Maiakóvski
Fazer música dentro da Indústria Cultural é “caro”, e nem sempre traz retorno ao investimento de dinheiro, físico, emocional e criativo. Muitas vezes, e hoje mais do que nunca, o “sucesso” nas plataformas de streaming gera uma mera ilusão diante dos resultados. A maior parte dos atuais milionários do rap nacional estão muito longe de serem os melhores MC’s do cenário, os top 5 não estão nem entre os top 50, do que de melhor é produzido no país.
Discos e produtos culturais dessa turma milionária, são meras “boas cópias” daquilo que permeia o imaginário de seu público, lotados de rimas ruins e de uma pose vencedora, transpiram uma subjetividade subserviente e que busca se igualar aos modelos copiados em termos de arte e de senso comum. No entanto, no campo da duração que é o da arte, no lugar do tempo não pulsado, esses procedimentos acima mencionados, faz com que a frase “Morra bem, Viva rápido” encontre a sua antítese, grande parte desse grupo acima mencionado, vivem bem, mas a sua arte morre rapidamente.
A contraposição entre o Scarface e o cinema político do italiano Damiano Damiani (não tenho certeza, mas arrisco que seja essa a referência), nos mostra muito bem que quando se trata de pensar o contexto em que está inserido, Don L vai fundo. “Para Kendrick e Kanye”, a atualização de “Para Lennon e McCartney” é a inserção poética no rap brasileiro, de um debate que nunca foi proposto e está para além dos gritos de ordem Decoloniais.
Virtualmente, a musicalidade presente neste novo “CARO Vapor”, busca samplear a própria história da música brasileira, do obscuro Conjunto Baluartes ao Pessoal do Ceará, passando pela Vanguarda Paulistana, pelo Clube da Esquina e muito mais. E nesse processo, talvez consiga arrastar os disqueiros a inflacionar alguns discos e colocá-los no hype, há possibilidades de aquecimento nesse mercado. Porém, o principal parece ter ficado de fora na recepção desta crítica certeira, que traz o baiano Giovani Cidreira, “sampleando” o Clube da Esquina.
Neste ponto do disco CARO Vapor II – qual a forma de pagamento?, o trabalho estético produz um simulacro e não uma mimese, um decalque torto como muitos artistas tem feito. A ideia de Simulacro que aqui utilizo, tem o significado de potência desestabilizadora dos significados e da representação comum. O que Don L e os produtores do disco fazem partindo de “Para Kendrick e Kanye” é se contrapor a ser uma mera cópia de algo que em si mesmo não é “original” no sentido padrão. O Rap é uma música feita por não músicos e não instrumentos no sentido comum.
Como contra cultura, o Hip-Hop é um patchwork/colcha de retalhos de diversas expressões estéticas, seja no Break, no Grafite e no Rap. Enquanto música afro diaspórica, o rap se desenvolve a partir do território em que é plantado. Porém, no Brasil há uma subserviência viralata diante do rap dos EUA como elemento constitutivo da formação acrítica por parte tanto dos artistas, quanto da crítica do “rap nacional”.

Desde que comecei a escrever sobre rap, sempre foi algo que me espantou muito e cada vez mais, como comunicadores, artistas, jornalistas, blogueiros e público, desconhecem a nossa história, mas sabem o nome da avó de um MC dos anos 80 da cena underground de Cincinnati. Já afirmei antes, e retomo, não existe uma história do Rap nacional, grande parte do público não conhece e nem sabe o que já foi feito, grandes artistas vivem completamente fora do rap brasileiro ou como meros coadjuvantes. E é dentro deste paradigma que a busca por um política dentro do espectro da noção de sul global, presente esteticamente no novo disco do Don L, é algo de extrema relevância.
A qualidade poética do Don L nos coloca muitas questões, sempre. Ouvindo o disco, a guiza de efeito dramático, a terceira música já é o nocaute. “aFF Maria” beat absurdo do Nave e que traz novamente o Giovani Cidreira, já é o final circular do disco. A música propõe ideias de afirmação do Sul-Global como motor da história cultural do mundo nos últimos séculos, devidamente canalizadas para a produção de capital da Branquitude ocidental, agora em disputa com potências asiáticas.
Bebendo em África, na Bahia, a pista balança com “aFF Maria” e o ouvinte chega aqui – se tiver ligado – sem acreditar nesse passeio e nesse groove. É “a” música solar do disco, inclusive por levar a poesia e o flow para uma zona de indeterminação entre o emissor e o rebolado da “pirangueira”, com todas as determinações mulher, preta e nordestina, mas vista pelos “vetin”. Porra de Trap, nós é BRICS, pragmaticamente uma frente necessária de enfrentamento ao padrão ocidental. E preciso apontar a “desonestidade” de colocar apenas 30 segundos de chance para revertermos a porrada.
A zona de indeterminação permanece com Don L afinando a voz em “pimpei seu Estilo”, para na sequência meter um storytelling sobre uma “pomba suja” que busca virar subcelebridade. Aqui, importante ressaltar a contraposição musical, ideológica e política entre o que é uma “bossa nova” de Manoel Carlos, e a utilização desse gênero pelo Iuri Rio Branco e pelo próprio Don L para narrar de modo amoral a vida de uma mulher em busca de ficar famosa, na era das redes sociais e todas as suas artimanhas: “Rumores que ela é do job, Ma, tudo é o job”.
Em um cenário ainda hoje LGBTQIA+fóbico e que muitas vezes assimila o discurso do bom burguês, Don L segue a mesma trilha de cafetinagem da sua própria vida, para chamar atenção aos esquemas de pirâmide, às bets, a produção de publicidade das mais escrotas às mais “aceitáveis” no mundo dos influencers que surgem da pobreza. É realmente bonito e para quem tem ouvidos, perceber como é possível – aqui sim – poetizar o jogo, odiando o jogo, afinal os jogadores são sempre e todas as vezes irrelevantes.
Esse refrão me tomou pelas últimas semanas, “Tristeza não, corre, anda, rasteja”. Vivemos em um mundo onde a tristeza é produzida como um vírus, é de fato hoje o que os poderes não apenas querem comunicar, mas inocular como funcionamento normal das máquinas, sua própria substância. A tristeza nos leva a não sermos capazes de pensar e agir, e isso é expresso no refrão da Anelis Assumpção no decréscimo de capacidade de se movimentar. Melhor seria ficar parado numa esquina sem fazer nada, como muito bem rimou o MC Gregory Corso, como um sinal de afirmação da liberdade, antes do “Clube da Esquina”, diga-se de passagem.
Neste tempo de estupidez voluntária, os estoicos têm sido transformados em guias de superação, e Don L nos alerta: “cê joga pro universo, só num esquece, me inclua fora dessa”. Fundamental ser a negação de todo esse ecossistema que também possui diversos colaboradores dentro do Rap brasileiro. E aqui um outro ponto que coaduna com o que acima mencionamos, a crítica do Don L é ao mesmo tempo uma negação e um reconhecimento de quem por exemplo possui forças para se levantar diante de tudo isso, desde influencers e subcelebridades em geral, até a busca por uma visão digamos mais saudável.
Que se perceba como ele constroi o flow no esquema de rimas:
“Hoje de manhã eu quase não quis levantar
Mas ‘tô aqui, ‘carai
E vou fazer virar
‘Cê num tem noção
Se eu não consegui me derrubar, ‘cêis não vão”
Há um jogo entre velocidade e lentidão, muito bem construído aqui. Entre o desânimo e a afirmação, o desejo/projeção e a consciência de si. Exemplar, e eu diria de orelhada quase ou plenamente espinosista. E seguindo essa mesma linha de movimentos, de percepção dos afectos, a faixa “saudade do Mar” é uma lovesong que funciona como uma calmaria no meio do disco, trazendo a Alice Caymmi e de certo modo, pensado o fluxo das relações em tempos de “amores líquidos”.
Na dupla que cruza a fronteira para o período final do disco, “Iminência Parda” & “iMigrante”, com produções do Iuri Rio Branco e do Nave, respectivamente, somos presenteados com canções sobre a identidade/diferença do Don L no mundo. Um binômio em constante disputa nas redes sociais desde os movimentos afrocentrados ao embuste da parditude. “Enquanto cai o céu, num mundo de carrossel, cartas marcadas, é a torre de babel reversa, falsos profetas”.
Nesses interstícios, Don L poeticamente erige a possibilidade espaço-temporal de um povo que nos falta, entre as definições ele nos traz algo melhor, o alvo. O não-lugar, os rankings óbvios de opressões, são todas atravessadas pela Iminência Parda, esse bastardo desde o nascimento, escuro sim, mas de colorações variáveis, importante porém por trás da massa, dos acontecimentos, do que está rolando, das antigas novidades. A construção de um território de atuação, dissidente sempre e em todos os lugares mas ciente de quem são os seus.
Entre os apocalípticos e integrados, ou melhor dizendo os pertencentes e integrados, o iMigrante ( feat. Terra Preta), sempre será o inimigo a ser abatido. Dito isso, a parte final do disco CARO Vapor – qual a forma de pagamento? traz faixas que poderiam parecer uma barriga estética em um disco tão assertivo. Mas nem toda assertividade precisa abrir mão de meras palavras de ordem ou de “ideias revolucionárias”.
Importante mencionar que as grafias presentes nas faixas propõe também fios de interpretações possíveis, como BOSSa, chefa, mas também outra forma de ser patroa de si mesma. E “BANdido” que traz em sua poética a noção de relacionamento só pode ser plenamente compreendido em sua relação com a faixa seguinte, “dias de verão” (feat Luiza de Alexandre). O BANdido do primeiro momento de amor leve se transforma no passível de ser BANido. As duas faixas se inserem na moderna discussão sobre as formas de relacionamento e suas repercussões nas redes sociais, “a vida não é o twitter”.
Em “Venci na vida” que traz mais um participação da bonita voz do Terra Preta, Don L reflete sobre sua caminhada, e faz uma menção – não se consciente – a frase do personagem Brian Shelby no filme Vanilla Sky: “Quem provou o amargo, o açucar é mais doce”. Em “mar da Argélia” Don L retoma a questão dos relacionamentos tóxicos, e constrói um música com um padrão muito “estranho”, com a Luiza de Alexandre cantando por quase toda a duração da música e com o Don rimando apenas nos minutos finais.
Com MC Drika e beat do Nave, “melhor vida” é daquelas músicas do Don L onde o seu trabalho poético demonstra possuir diversas camadas. Tomando o Funk como signo, e rimando em cima de um, Don reflete sobre diversas questões atuais como o hedonismo niilista como negação crítica por parte da juventude negra e favelada, diante do status quo. Sobre a doença enquanto signo da saúde de corpos que não se submetem a uma sociedade adoecida.
Encerrando o disco e toda a concepção estética do CARO Vapor II, “Tudo é Simulação” é uma crítica virulenta de origem Baudrillardiana, ao capitalismo tardio e a era das Big Techs. A presença nas redes sociais que produz dissociações cognitivas severas em milhões de pessoas, através das fake news e sobretudo por essa noção de Hiper Realidade como Baudrillard a define em seu livro Simulacros e Simulações.
Em sua obra o filósofo francês segue ainda dentro de uma tradição platônica ao atribuir aos simulacros um valor negativo, como uma cópia que não possui original. A Hiper Realidade teria assim na utilização do simulacros, a produção de uma representação da realidade que é mais real do que a própria realidade, cabendo aí todo tipo de falsificações.
Porém, é importante destacar que Baudrillard não fala de Hiper Realidade dentro de um contexto estético, e sim na produção política de uma visão de mundo – da realidade – substituída por simulações e representações que a substituem. No campo estético, a noção de simulacro tal como apresentada por Gilles Deleuze em Lógica do Sentido, nos parece ser bastante produtiva para entendermos o que Don L propôs.
Ao mesmo tempo em que reivindica um rap do sul global, Don L constroi um disco que musicalmente dialoga com o passado e o presente da música brasileira, mas sem passar pelos centros de aprovação da MPB. Lembre-se da sauna do Caetano e da “Gadulização” dos MC’s, tornados “gádus” e gadus pela mpblização do rap como signo de participação em algo supostamente superior. É curioso, e reflexo disso como passou depois do Nó na Orelha do Criolo e dos discos do Emicida, a se falar em um Rap que vai além do rap, rompendo o gênero para sentar no colo de uma indústria que se compraz em esvaziar uma cultura preta e periférica.
Com CARO Vapor II – qual a forma de pagamento? além de todos os problemas políticos e sociais, das relações éticas poetizados por Don L, sua produção junto a Iuri Rio Branco e Nave afirma a potência de simulacro presente na construção estética do rap, que não precisa de modelos, que não precisa ser um boa cópia. Ao se “fixar” na multiplicidade rica da música brasileira, Don L subverte a noção de uma representação da revolução e faz a sua própria. Colocando em pratos limpos todos os mecanismo do jogo e seus atores.
-Don L em CARO Vapor II, o Rap no Capitalismo tardio entre simulacros e simulações!
Por Danilo Cruz
Danilo
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