Lady Laay Chega Com Dois Singles Pesados!

Lady Laay é uma novata no rap, mas não no hip hop, pois se esta no corre das rimas há apenas um ano, já detona também no Break e no Grafite!

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Por Mylena Bressy

Pras minas só sobra o refrão, se elas estão contente, eu não / Tomei de assalto! um espaço conquistado na força, Jão“. Assim como as mina do A’s Trinca, muitas outras mulheres vêm tomando de assalto seu espaço na cena do rap por todo Brasil, e as atenções para o hip hop produzido pelo sexo feminino tem crescido substancialmente, principalmente depois da música “Eu Tava Lá”, de Lívia Cruz

Não tem sido muito diferente para a também pernambucana nascida em Recife, a feminista Lady Laay, que é MC há apenas um ano, embora esteja inserida no hip hop há quatro, como Bgirl e Grafiteira. Também participante do grupo Poder Feminino Crew ou PFC, a rapper lançou dois sons no último mês de setembro, ambos com a produção do DJ Novato; o primeiro, “Quantos Inocentes Ainda Vão Sangrar?” e o segundo, “Subversão Feminina”. 

A primeira música disponibilizada pela cantora trata do genocídio da população periférica e, principalmente, da população negra. Relatando como a nossa juventude está trilhando um caminho sem volta, sendo dizimada aos poucos pelo sistema opressor que “cria monstros pra depois querer matar“, uma juventude que de tanto apanhar um dia passa a querer bater. A letra fala sobre racismo, o crime como saída para aqueles que não têm escolha: “rejeitado pela pátria, adotado pelo fuzil”. O despreparo da segurança pública, na qual os policiais são treinados para matar, seja inocente ou não, escolhendo seus alvos a partir de preconceitos e esteriótipos em volta do pobre e favelado.

“Em cada beco a cena triste, periferia só por existir já resiste”

Subversão é um substantivo feminino que significa insubordinação e revolta,  ato ou efeito de derrubar, destruir a “ordem” estabelecida. Em “Subversão Feminina”, Lady Laay traz em sua letra as mulheres como protagonistas num movimento para aniquilar todo tipo de opressão machista, pregando a sororidade pra vencer as formas de violência física e psicológica sofridas pela mulher, tida sempre como submissa numa sociedade de cunho patriarcal. 

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Apesar de tudo isso, a mulher resiste e a tendência é de que seu grito fique cada vez mais forte, já que para suas denúncias serem ouvidas não tem como falar baixinho.  Sempre objetificada, tida como coadjunvante, as “donas de si serão sempre chamadas de puta, sempre vão lhe condenar seja de saia curta ou burca“, e apresentando os problemas enfrentados pelas mulheres, Laay incita as descendentes das bruxas que não foram queimadas a converter sua raiva em força, sua dor em luta, enfrentar os abusos se apoiando na união. E no caso da própria Lady Laay em transformar as dores, as lutas e alegrias em poções de poesia de combate.

“Primeiro passo pra se libertar é a subversão”!

 

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